Condição que causa enjoos durante trajetos pode piorar em veículos movidos a bateria; relatos nas redes sociais falam sobre fenômeno após popularização dos carros
Viajar em um carro elétrico pode ser uma experiência desconfortável para algumas pessoas. Apesar de serem conhecidos pelo funcionamento silencioso e pela condução suave, esses veículos podem provocar mais enjoo em passageiros sensíveis ao movimento. O fenômeno é chamado de cinetose e está relacionado à forma como o cérebro interpreta os sinais enviados pelo corpo durante o trajeto.
A cinetose acontece quando existe um conflito entre as informações recebidas pelos olhos, pelo ouvido interno e pelos sensores do corpo responsáveis pela percepção dos movimentos. Isso pode causar náuseas, tontura, suor frio e, em situações mais intensas, vômitos. O problema também ocorre em carros convencionais, barcos, aviões e outros meios de transporte.
Nos veículos elétricos, algumas características podem intensificar o desconforto. Como o motor produz menos ruído e vibração, o passageiro recebe menos sinais sonoros que ajudam a antecipar acelerações e desacelerações. Além disso, a resposta rápida do acelerador pode provocar mudanças bruscas de velocidade, dificultando a adaptação de quem está dentro do automóvel.
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Outro fator apontado por especialistas é a frenagem regenerativa, tecnologia que desacelera o veículo quando o motorista tira o pé do acelerador e aproveita parte dessa energia para recarregar a bateria. Dependendo da intensidade, o movimento pode causar uma sensação repetida de avanço e recuo, aumentando o mal-estar. Apesar dos relatos, ainda são necessários mais estudos para confirmar se os carros elétricos provocam mais enjoo de maneira geral.
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Para reduzir os sintomas, especialistas recomendam olhar para a estrada ou para o horizonte, evitar mexer no celular e ler durante o percurso, além de manter o ambiente ventilado. Sentar-se no banco dianteiro e dirigir com acelerações e desacelerações suaves também pode ajudar. A intensidade do desconforto varia de pessoa para pessoa, e a adaptação gradual ao veículo pode diminuir os episódios em alguns passageiros.