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Casa Branca erra grafia e escreve 'Columbia' em comunicado sobre sanções à Colômbia
Foto: Reprodução

Gafe ocorreu durante o esquentado bate-boca entre os presidentes Donald Trump e Gustavo Petro no domingo e rapidamente virou alvo de piadas nas redes sociais

A Casa Branca cometeu um erro crasso de grafia no comunicado da noite de domingo sobre as altas tarifas que imporia à Colômbia após a polêmica sobre os voos de deportados para o país. No documento, que já não está mais disponível, o nome da Colômbia foi escrito como "Columbia". A gafe ocorreu durante o esquentado bate-boca entre os presidentes Donald Trump e Gustavo Petro e rapidamente virou alvo de piadas nas redes sociais.

 

O jornalista do Washington Post, Jeff Stein, postou uma captura de tela do documento. A imagem rodou na rede social X, com usuários zombando dos funcionários da gestão de Trump, enquanto outros questionavam se a imagem era real.

 

A ex-assessora de campanha de Trump, Arlene Delgado, escreveu: "Um COMUNICADO À IMPRENSA DA CASA BRANCA realmente escreveu Colômbia errado? Lembro-me de quanto tive de revisar e corrigir erros BÁSICOS em rascunhos de outros na campanha de 2016, mas isso é... uau. Só os mais idiotas dos idiotas trabalham nesta Casa Branca". Delgado hoje se denomina uma anti-Trump convicta.

 

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O documento não está mais disponível no site da Casa Branca.

 

ENTENDA A POLÊMICA


Petro começou o domingo anunciando que havia devolvido aviões militares com imigrantes deportados dos EUA, afirmando que só aceitaria os voos depois que o governo Trump fornecesse um processo para tratar os migrantes com "dignidade e respeito", o que desatou um esquentado bate-boca com Trump, que em troca anunciou retaliações ao país — a Colômbia é, há muito tempo, um dos principais aliados de Washington na América Latina.

 

Trump disse nas redes sociais que os EUA imporiam uma tarifa de 25% sobre todas as importações colombianas e as elevaria para 50% depois de uma semana. O governo Trump também "imporia totalmente" sanções bancárias e financeiras contra a Colômbia, assim como banimento de viagem para funcionários do governo e associados e revogação de seus vistos.


Petro reagiu nas redes sociais. Em um post, anunciou que imporia tarifas de 25% nas importações dos EUA e, em outro mais longo, afirmou que essas tarifas chegariam a 50%. Dirigindo-se diretamente a Trump, Petro também questionou se o presidente americano tentava derrubá-lo.

 

“Você não gostar de nossa liberdade, tudo bem”, disse Petro. “Eu não aperto a mão de escravizadores brancos.”

 

O governo colombiano acabou cedendo nesta segunda-feira, considerando "superado o impasse como o governo dos EUA". Segundo o chanceler colombiano, Luis Gilberto Murillo, o governo aceitará todos os voos de deportação e "garantirá condições dignas" para os colombianos a bordo.

 

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O imbróglio representou a primeira crise do presidente americano com a América Latina desde que tomou posse, há uma semana, e a primeira vez que ele de fato impôs sanções a um país por questões migratórias, ameaça que repetiu desde a sua campanha à Casa Branca.

 

Fonte: O Globo

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