Os pais das crianças estavam ausentes no momento do incêndio e foram presos no local pelos policiais da Depca
Uma tragédia abalou os moradores do bairro Parque São Pedro, na Zona Oeste de Manaus, na manhã desta quarta-feira, 12. Dois irmãos — Rodolfo dos Santos Cavalcante Neto, de apenas 10 meses, e Anthony dos Santos Cavalcante, de 2 anos — morreram carbonizados após a kitnet onde moravam ser consumida por um incêndio.
De acordo com as autoridades, os pais das crianças teriam deixado os filhos dormindo sozinhos no imóvel e saído para ir à padaria. Ao retornarem, encontraram o local tomado pelas chamas e os filhos já sem vida.
Em meio ao desespero, o avô das crianças ainda tentou entrar no imóvel para resgatar os netos, mas a rapidez com que o fogo se alastrou impediu o salvamento.
Veja também

.jpg)
Incêndio aconteceu no começo da manhã e duas
crianças morreram carbonizadas
Em coletiva de imprensa, o delegado Rodrigo Azevedo, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), prestou esclarecimentos sobre a dinâmica do incêndio, com base no laudo preliminar da perícia técnica.
“A informação repassada pelos peritos é de que o ventilador sofreu uma sobrecarga elétrica, dando início ao incêndio. As chamas se propagaram rapidamente por conta dos lençóis e tecidos que estavam muito próximos do local onde as crianças dormiam”, explicou o delegado.

Fogo teria começado por um curto-circuito
no ventilador ligado no quarto onde as crianças
estavam dormingo (Fotos: Divulgação)
Diante da constatação de que as crianças foram deixadas desacompanhadas no imóvel, policiais da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) efetuaram a prisão em flagrante dos pais.
Eles responderão pelas responsabilidades criminais associadas ao abandono de incapaz com resultado morte e permanecem à disposição da Justiça.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Os corpos dos dois irmãos foram removidos pelo Instituto Médico Legal (IML), e o caso segue sob investigação das autoridades competentes.