Auditoria-Fiscal do Trabalho identificou que trabalhadores atuavam como caseiros em um sítio sem carteira assinada, descanso semanal ou férias. Remuneração se limitava à moradia na propriedade
Um casal foi resgatado de uma situação de trabalho análogo à escravidão em um sítio de Saquarema, na Região dos Lagos, após uma fiscalização da Auditoria-Fiscal do Trabalho identificar uma série de violações trabalhistas. A operação ocorreu no dia 21 de julho e foi divulgada nesta sexta-feira (31).
Segundo os auditores, os dois atuavam como caseiros da propriedade há cerca de cinco anos e meio, realizando tarefas como limpeza, manutenção do terreno, roçagem, cuidados com animais e vigilância do local. Durante todo esse período, eles não tiveram carteira assinada, salário, férias ou descanso semanal remunerado.
A única compensação oferecida pelo responsável pelo sítio era a permanência em uma casa dentro da propriedade, além do fornecimento de água e energia elétrica. A fiscalização, porém, apontou que a moradia apresentava problemas estruturais e que a água de uma nascente utilizada pelo casal não tinha comprovação de potabilidade.

A Auditoria-Fiscal do Trabalho concluiu que havia indícios de exploração da vulnerabilidade social dos trabalhadores, com retenção integral da remuneração e condições incompatíveis com um ambiente de trabalho digno. Os fiscais também apontaram que a relação possuía características de vínculo empregatício, como subordinação, habitualidade e prestação contínua de serviços.
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Foto: Divulgação/ SIT
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Após o resgate, um relatório foi encaminhado ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que deverá aprofundar as investigações e avaliar medidas contra o responsável pela propriedade. O caso segue em apuração pelas autoridades.