Excesso no Carnaval e rotina intensa elevam riscos à saúde, alertam especialistas
A empresária e influenciadora Virginia Fonseca precisou de atendimento médico em Madri, na Espanha, após apresentar mal-estar durante compromissos profissionais na capital espanhola. Pelas redes sociais, ela relatou que já vinha se sentindo indisposta nos últimos dias, em meio a uma agenda intensa de viagens, eventos e gravações.
O episódio reacendeu o debate sobre os impactos do pós-Carnaval na saúde. Após semanas marcadas por festas, noites mal dormidas, consumo de álcool e alimentação desregulada, o retorno imediato à rotina pode gerar sobrecarga no organismo.
Segundo o cardiologista Rodrigo Souza, a combinação entre privação de sono, desidratação e estresse pode elevar a frequência cardíaca e desencadear sintomas como palpitação, falta de ar e cansaço excessivo.
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Ele alerta que esses sinais não devem ser ignorados, especialmente por pessoas com fatores de risco, como hipertensão ou histórico familiar de doenças cardíacas. Muitas vezes, o mal-estar é atribuído apenas ao cansaço, quando o corpo já demonstra sinais claros de exaustão.
IMUNIDADE FRAGILIZADA
O farmacêutico-bioquímico Douglas Andrés Valverde explica que o sistema imunológico também sofre com os excessos típicos do período. Noites mal dormidas, ingestão de álcool e baixa hidratação reduzem as defesas naturais do corpo, aumentando a vulnerabilidade a infecções virais.

Além de quadros gripais, a baixa imunidade pode provocar sensação constante de indisposição, fadiga e maior sensibilidade ao estresse. A recuperação, segundo especialistas, depende principalmente de hidratação adequada, descanso e retomada gradual da rotina.
SINTOMAS RESPIRATÓRIOS GERAM DÚVIDAS
Após o Carnaval, também é comum o surgimento de sintomas como coriza, nariz entupido e dor facial. A otorrinolaringologista Renata Mori esclarece que o resfriado comum é viral e costuma melhorar entre cinco e sete dias apenas com repouso e hidratação.

Foto: Reprodução
Já a rinossinusite bacteriana é suspeitada quando os sintomas persistem por mais de dez dias sem melhora ou pioram subitamente. Ela reforça que secreção amarelada, isoladamente, não indica infecção bacteriana nem necessidade automática de antibiótico.
No caso da rinite alérgica, os sintomas podem se repetir ao longo do ano e não vêm acompanhados de febre, diferentemente de quadros infecciosos.
MAIOR CIRCULAÇÃO DE VÍRUS EM MARÇO
Com a volta às aulas e maior permanência em ambientes fechados, março também registra aumento na circulação de vírus respiratórios. A alergista e imunologista Dra. Brianna Nicoletti destaca que crianças costumam ser importantes vetores de transmissão nesse período.
Segundo ela, quando o organismo já está fragilizado por excesso de festas, sono irregular e alimentação inadequada, a exposição a vírus se torna ainda mais preocupante.
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Especialistas reforçam que o pós-Carnaval exige atenção redobrada à saúde, com foco em descanso, hidratação, alimentação equilibrada e respeito aos limites do corpo para evitar complicações.