Geraldo Neto afirma que Gisele Alves cometeu suicídio, mas perícia aponta inconsistências em sua versão. Imagens de câmeras policiais também contradizem parte do relato. Nesta semana, ele passou por seu último interrogatório antes de a Justiça decidir se
O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, a soldado Gisele Alves Santana, afirmou que foi vítima de uma armação durante a investigação do caso. Em depoimento à Justiça, o oficial contestou os procedimentos periciais e acusou as profissionais responsáveis pela análise de terem manipulado elementos da cena para incriminá-lo.
Entre as acusações, Geraldo Neto alegou que as peritas remontaram uma árvore de Natal encontrada no local para sustentar a versão apresentada pela investigação. O militar afirmou que elas teriam alterado a disposição dos objetos durante a reprodução simulada do crime, realizada para analisar as circunstâncias da morte.
O tenente-coronel sustenta que, na manhã em que Gisele morreu, havia encerrado o relacionamento e tomado banho quando ouviu um barulho forte. Segundo sua versão, ao sair do banheiro, encontrou a esposa caída na sala. A explicação, porém, é contestada por elementos reunidos ao longo da investigação.
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Laudos periciais e imagens analisadas pela polícia apontam divergências em relação ao relato do oficial. Um exame do Instituto de Criminalística concluiu que a morte não foi compatível com suicídio, contrariando a versão inicialmente apresentada. Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, e a investigação também identificou lesões que levantaram suspeitas de violência física.
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Geraldo Neto está preso preventivamente e responde pelo feminicídio da esposa, além de ser acusado de fraude processual. Após o último interrogatório, a Justiça deverá avaliar os próximos passos do processo e decidir se ele será submetido a júri popular. O tenente-coronel nega ter cometido o crime.