Depoimento de jovem exibido pelo Fantástico foi apontado no júri como uma das peças que reforçaram a condenação do ex-vereador pela morte de Henry Borel
Novos detalhes revelados durante o julgamento do caso Henry Borel voltaram a causar forte comoção. Uma testemunha ouvida pela Justiça afirmou que o menino sofria agressões desde os 5 anos de idade e atribuiu os episódios ao ex-vereador Dr. Jairinho, acusado pela morte da criança.
Segundo o relato, os sinais de violência já eram percebidos muito antes da morte de Henry, ocorrida em março de 2021, no Rio de Janeiro. A testemunha descreveu situações em que o menino aparecia com marcas pelo corpo e apresentava comportamentos que levantavam preocupação entre pessoas próximas.
Durante o depoimento, foi relatado que Henry demonstrava medo em determinadas situações e que as agressões teriam se tornado frequentes ao longo do tempo. As declarações passaram a integrar o conjunto de provas analisadas pelo Tribunal do Júri.
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O caso ganhou repercussão nacional após a morte do menino, então com 4 anos, dentro do apartamento onde morava com a mãe, Monique Medeiros, e Jairinho. As investigações concluíram que a criança foi submetida a uma série de agressões antes de morrer.
O Ministério Público sustenta que Jairinho era o responsável pelos atos de violência e que Monique tinha conhecimento das agressões sofridas pelo filho. Ambos respondem pelo crime e negam as acusações.
As novas declarações reforçam a tese apresentada pela acusação de que Henry teria sido vítima de um histórico de maus-tratos antes do episódio que resultou em sua morte. A defesa dos réus contesta as acusações e busca desqualificar parte dos depoimentos apresentados durante o julgamento.
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Considerado um dos casos criminais mais impactantes dos últimos anos no Brasil, o processo continua mobilizando atenção pública. A expectativa agora é pelos próximos depoimentos e pelo desfecho do julgamento que deverá definir a responsabilidade dos acusados pela morte do menino.