Imagens de segurança, mensagens enviadas à mãe e novas perícias ajudam a esclarecer a sequência de acontecimentos antes da morte de Isabelle, de 22 anos; namorado continua sendo procurado
A Polícia Civil do Ceará intensificou as investigações sobre a morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada morta no pátio de um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza, no dia 13 de setembro. O caso ganhou novos elementos nesta semana após a família revelar que a jovem estava grávida e relatar comportamentos que considerava controladores no relacionamento com João Munhoz Neto, namorado que ainda não foi localizado pelas autoridades.
A informação sobre a gravidez foi revelada pelo irmão de Isabelle, Rafael Magalhães, em entrevista concedida nesta segunda-feira (21). Segundo ele, a família tomou conhecimento da gestação por meio de informações encontradas no celular da estudante, que passa por perícia. O período da gravidez ainda não foi informado, e os resultados oficiais dos exames que podem confirmar a gestação ainda não foram divulgados.
Isabelle e João se conheceram em julho, no escritório de advocacia onde ela fazia estágio e ele trabalhava. De acordo com familiares, o relacionamento avançou rapidamente e passou a provocar preocupação devido a atitudes que eles classificam como controladoras.
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Segundo o irmão da estudante, João enviava diversas mensagens quando Isabelle estava com a família e demonstrava incômodo quando ela se afastava durante o expediente. A família também relatou mudanças no comportamento da jovem após o início do relacionamento. As informações fazem parte dos relatos apresentados durante a investigação e ainda estão sendo apuradas pelas autoridades.
As câmeras de segurança do condomínio La Piazza são consideradas importantes para a reconstrução da cronologia dos acontecimentos. Imagens divulgadas mostram Isabelle chegando ao prédio acompanhada do namorado e, posteriormente, João deixando o local.
Em determinado momento, Isabelle aparece sozinha no elevador e segue em direção ao terraço do edifício. A dinâmica exata da queda que provocou sua morte, porém, ainda não foi esclarecida pela Polícia Civil.
Antes de morrer, Isabelle também trocou mensagens com a mãe, Isorlanda Caracristi. Entre as últimas comunicações, a estudante escreveu: “Mãe, eu te amo”. A mensagem se tornou um dos elementos que passaram a integrar a reconstrução das horas finais da jovem.
Na manhã seguinte, sem conseguir falar com a filha, Isorlanda tentou entrar em contato com João e percebeu que havia sido bloqueada pelo namorado de Isabelle nas redes sociais e no telefone. A mãe foi até o condomínio acompanhada de familiares e só então soube que a estudante havia morrido na noite anterior.
A perícia preliminar apontou que Isabelle morreu em decorrência de politraumatismo, com lesões compatíveis com o impacto contra o solo. O exame toxicológico não identificou substâncias de interesse toxicológico no organismo da estudante. Até o momento, a polícia não esclareceu oficialmente como ocorreu a queda nem confirmou a participação de terceiros.
A investigação também avançou sobre o círculo próximo de João. No domingo (20), a Polícia Civil localizou a mãe dele na praia do Cumbuco, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, os agentes recolheram um celular e um tablet, que serão submetidos à análise pericial.
João Munhoz Neto continua sem ser localizado. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará não informou publicamente se ele é formalmente considerado suspeito pela morte da estudante. A polícia segue analisando imagens das câmeras, dados do celular de Isabelle, vestígios de DNA e depoimentos de testemunhas para esclarecer o que aconteceu nas horas que antecederam a morte.
A família de Isabelle afirma buscar respostas sobre as circunstâncias da morte. Em declaração divulgada pela Agência Brasil, a mãe, Isorlanda Caracristi, disse que ainda não sabe o que aconteceu com a filha e que espera esclarecimentos da investigação.
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