Uma das lojas da rede de lanches Frutaria, cujo sócio é Fabiano Zettel cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro , foi multada pela Prefeitura de São Paulo por “valet irregular” em plena Rua Oscar Freire, no bairro Jardins, área conhecida por estabelecimentos de alto padrão. A informação traz à tona mais um capítulo da investigação da segunda fase da Operação Compliance, que mira fraudes bilionárias no Banco Master, envolvendo cerca de R$ 12 bilhões.
Zettel, que foi preso temporariamente na quarta-feira (14/1) pela Polícia Federal (PF), teve sua detenção no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, antes de embarcar para Dubai. Após prestar depoimento à PF, ele foi liberado. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, justificou a prisão temporária afirmando que a medida era “imprescindível para as investigações, considerando que a liberdade do investigado poderia prejudicar a coleta de provas”.
Multa por valet irregular
O empresário é sócio de duas franquias da Frutaria localizadas na Rua Oscar Freire e nas proximidades. Em fevereiro de 2025, ambos os estabelecimentos foram autuados por prestar serviço de manobrista em área pública sem autorização da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Os funcionários teriam deixado veículos de clientes em calçadas e pontos proibidos, configurando a irregularidade.
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Quatro meses após a primeira autuação, em junho de 2025, a Frutaria na esquina das ruas Oscar Freire e Peixoto Gomide recebeu uma multa de R$ 15 mil. No mesmo dia, outros 16 estabelecimentos e três empresas de estacionamento foram autuados pela mesma infração. Apesar das penalidades, o serviço de valet continua sendo oferecido nos dois estabelecimentos, agora com regularização junto à CET, segundo funcionários que falaram ao Metrópoles.
Envolvimento político e doações milionárias
Além da atuação no setor de alimentação, Zettel se destacou por ser um grande doador de campanhas políticas. Ele foi o principal financiador das campanhas do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Zettel repassou R$ 3 milhões para a campanha de Bolsonaro e R$ 2 milhões para a de Tarcísio, ficando atrás apenas dos diretórios partidários das coligações.
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Essa conexão política, somada à recente prisão temporária e à multa por irregularidade comercial, coloca Zettel novamente sob o holofote, demonstrando como suas atividades empresariais e financeiras se entrelaçam com o cenário judicial e político brasileiro.