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CBF muda o jogo: arbitragem da Série A passa a ser profissional e com salário fixo
Foto: Reproduçao

Modelo inédito prevê dedicação prioritária, avaliação contínua e pagamento mensal para árbitros do Brasileirão.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou um novo modelo para a arbitragem nacional que marca uma virada histórica no futebol brasileiro. A partir de março, os jogos da Série A do Brasileirão passarão a ser comandados exclusivamente por árbitros profissionalizados, incluindo juízes centrais, assistentes e responsáveis pelo VAR.

 

A principal mudança está na dedicação prioritária à arbitragem. Diferentemente do modelo atual, em que os profissionais são remunerados por partida, os árbitros selecionados passarão a receber salário mensal, com valores definidos de acordo com a categoria como árbitros CBF ou Fifa além de bônus por desempenho.

 

COMO FUNCIONA A ARBITRAGEM HOJE

 

Atualmente, para se tornar árbitro no Brasil, é necessário ter ensino médio completo, aprovação em curso de formação específico e aptidão física comprovada. Após a formação, o profissional ingressa no quadro da federação estadual e inicia a carreira em categorias de base ou competições amadoras.

 

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Com o tempo processo que pode levar de seis a oito anos o árbitro pode ser indicado para o quadro nacional da CBF e, posteriormente, para torneios internacionais. A remuneração, porém, ocorre jogo a jogo, variando conforme a competição.

 

O QUE MUDA COM O NOVO MODELO

 

O projeto inicial será aplicado exclusivamente à Série A em 2026. Ao todo, 72 profissionais foram selecionados: 20 árbitros centrais, 40 assistentes e 12 árbitros de VAR. Os contratos terão duração de um ano.

 

Esses árbitros serão responsáveis por conduzir as 380 partidas do Brasileirão e também poderão ser escalados para jogos da Copa do Brasil e da Série B. Apesar da dedicação prioritária, não haverá exigência de exclusividade absoluta.

 

Outro ponto central do novo modelo é a avaliação constante. Os profissionais passarão por análises técnicas realizadas por observadores e por uma comissão especializada da CBF. Critérios como controle da partida, aplicação das regras, preparo físico e clareza na comunicação serão considerados. Um ranking será atualizado rodada a rodada.

 

Ao fim da temporada, haverá possibilidade de rebaixamento de pelo menos dois profissionais por função, abrindo espaço para a promoção de árbitros que se destaquem fora do grupo inicial.

 

TREINAMENTO, SAÚDE E TECNOLOGIA

 

A CBF também prevê planos individualizados de treinamento, com rotina semanal de atividades físicas e acompanhamento tecnológico. Os árbitros terão suporte médico contínuo e passarão por quatro avaliações anuais, incluindo testes físicos e simulações de jogo.

 

Segundo a entidade, o objetivo é elevar o nível técnico da arbitragem, reduzir erros e aumentar a credibilidade das decisões dentro de campo, alinhando o Brasil a modelos já adotados em grandes ligas internacionais.

 

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A lista completa dos 72 árbitros selecionados já foi divulgada pela CBF e marca o início de uma nova era para o apito no futebol brasileiro. 

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