Investigadores têm avançando no mapeamento da teia de conexões políticas construída pelo ex-controlador do Banco Master
O celular do empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, reúne um grande volume de informações que passou a ser analisado pela Polícia Federal no âmbito das investigações envolvendo o banco. O aparelho contém cerca de 108 mil conversas, 17 mil arquivos de áudio e 53 mil registros de chamadas telefônicas, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (21).
O material extraído do aparelho passou a ter papel central nas apurações porque reúne conversas e registros de contatos mantidos por Vorcaro com empresários, advogados, autoridades e outras pessoas. Parte desse conteúdo já veio a público e revelou diálogos que estão sendo analisados no contexto das investigações sobre o Banco Master e suas relações com diferentes personagens.
As informações do celular também chegaram aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A Polícia Federal entregou a íntegra dos dados a integrantes da Corte depois de pedidos de acesso ao material. Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes já haviam recebido os dados, enquanto Luiz Fux e André Mendonça também passaram a ter acesso posteriormente.
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Entre os conteúdos divulgados estão mensagens envolvendo Vorcaro e pessoas próximas a ministros do STF. Conversas com Rodrigo Fux, filho de Luiz Fux, e referências ao advogado Kevin Marques, filho de Kassio Nunes Marques, estão entre os diálogos que passaram a ser examinados. Os envolvidos negam irregularidades e as mensagens, isoladamente, não representam comprovação de crime ou de influência indevida.
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A quantidade de dados armazenados no aparelho aumenta o volume de informações que ainda pode ser analisado pelos investigadores. A PF deverá avaliar as conversas, arquivos e registros telefônicos dentro do contexto das investigações, separando informações relevantes para os inquéritos de conteúdos sem relação com os fatos apurados. O acesso ao material também gerou discussões no STF sobre sigilo, cadeia de custódia e os limites da divulgação das informações.