Com mais eventos, artistas locais conquistam espaço, fortalecem a cultura urbana e ampliam a presença da música eletrônica na capital amazonense.
A música eletrônica vive um momento de expansão em Manaus, impulsionada por uma nova geração de DJs, produtores e coletivos que vêm conquistando cada vez mais espaço na cena cultural da cidade. O gênero, que antes era restrito a casas noturnas específicas, hoje ocupa centros culturais, bares, praças, espaços alternativos e grandes eventos, atraindo um público diversificado e fortalecendo a economia criativa local.
Um dos nomes que representa esse movimento é o DJ Lucas Pacheco, conhecido como PACH. Recentemente, ele ganhou destaque ao lançar um set de brasilidades gravado na Rua da Copa, no bairro Alvorada. Para o artista, o crescimento da cena é resultado da dedicação de profissionais que seguem promovendo eventos e produzindo música mesmo diante dos desafios do setor.
Segundo PACH, o público interessado em música eletrônica vem aumentando gradativamente, o que tem estimulado o surgimento de novas festas e oportunidades para artistas locais apresentarem seus trabalhos. Ele destaca que espaços como o Mercado de Origem e diversos centros culturais passaram a incluir o gênero em suas programações, ampliando a visibilidade da cena.
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Embora o momento seja de crescimento, a música eletrônica faz parte da história de Manaus há décadas. Entre os anos 1980 e 2000, casas como Shake Club, Crocodilo's Club e Spectron marcaram época e ajudaram a consolidar a capital amazonense como uma referência da música eletrônica na Região Norte.
A comunicadora e pesquisadora cultural Barbará Tassinari lembra que acompanhou essa trajetória desde a infância, influenciada pelos pais, frequentadores das tradicionais casas noturnas da cidade. Para ela, a cena evoluiu naturalmente, acompanhando as transformações da cultura e das novas gerações de artistas.

Foto: Reprodução
Apesar da evolução, profissionais do segmento apontam que ainda faltam políticas públicas voltadas ao fortalecimento da música eletrônica. O produtor cultural e DJ Leozera afirma que a profissionalização dos artistas e o apoio institucional são fundamentais para consolidar o setor como parte da cadeia produtiva da cultura amazonense.
Atualmente, tramita na Câmara Municipal de Manaus um projeto de lei que propõe reconhecer a música eletrônica como manifestação cultural e patrimônio imaterial do município, iniciativa vista por artistas como um passo importante para ampliar o reconhecimento do gênero.
Para a DJ Thay, a valorização dos profissionais também depende do investimento constante em qualificação, produção musical, networking e fortalecimento da identidade artística.
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Além de movimentar a vida noturna, a cena eletrônica de Manaus tem revelado talentos que ganham projeção nacional e internacional por meio de produções autorais e apresentações nas plataformas digitais. Para os artistas, o crescimento do gênero demonstra que a música eletrônica já ocupa um espaço importante na cultura manauara e segue contribuindo para o desenvolvimento da economia criativa da cidade.