Apresentação com coreografia sensual durante Semana Santa provoca reação de moradores e defesa dos organizadores.
Uma cena considerada controversa na encenação da Paixão de Cristo em Gravatá, no interior de Pernambuco, gerou forte repercussão entre moradores e nas redes sociais. O episódio envolve a representação de um banquete do rei Herodes, que incluiu uma performance com atores seminus e coreografia de cunho sensual.
O espetáculo, intitulado “Nossa Paixão – A Luz do Mundo”, foi realizado durante a Semana Santa e chamou atenção pelo teor da cena, considerada por parte do público como inadequada para o contexto religioso da celebração.
Moradores criticaram o que classificaram como excesso de erotização em um momento tradicionalmente ligado à reflexão e espiritualidade.
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Nas redes sociais, diversas manifestações apontaram indignação com a abordagem adotada na encenação, especialmente em relação à presença de crianças no público. Para alguns, o conteúdo destoou da proposta religiosa do evento.
Diante da repercussão, o Instituto Cultural e Ecológico Terra Agreste (Icetag), responsável pela produção, divulgou nota defendendo o espetáculo. Segundo a organização, todas as cenas foram pensadas dentro de um contexto narrativo alinhado à história bíblica, com o objetivo de transmitir a mensagem da Paixão de Cristo de forma completa.
O instituto também ressaltou que nenhum elemento foi inserido de forma isolada ou com intenção de desrespeitar o caráter religioso da apresentação.
A encenação contou com apoio da Prefeitura de Gravatá. Em 2025, o Icetag recebeu recursos públicos da Secretaria Municipal de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer para a realização do espetáculo. Já em 2026, o evento também teve suporte do poder público, embora os detalhes do novo contrato ainda não tenham sido divulgados.
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A polêmica reacende o debate sobre os limites entre liberdade artística e respeito a tradições religiosas, especialmente em eventos culturais realizados durante datas simbólicas como a Semana Santa.