Lideranças do Centrão têm reforçado a resistência ao nome do ex-governador de MG e pré-candidato à Presidência como possível vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL)
Nos bastidores de Brasília, a movimentação em torno da formação de uma possível chapa para 2026 já começou a gerar atrito entre aliados e partidos do Centrão. O nome do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, passou a circular como possível vice em uma composição ligada ao senador Flávio Bolsonaro, mas a ideia não avançou bem entre lideranças do bloco.
A avaliação interna é de que Zema não representa uma escolha capaz de unificar apoios e ampliar a base política necessária para uma disputa presidencial. Pelo contrário, parte das lideranças entende que o nome poderia dificultar alianças com partidos que hoje são considerados essenciais para a construção de uma candidatura competitiva.
Além disso, um outro ponto entrou no centro das conversas e aumentou o desconforto: a repercussão de falas relacionadas ao Nordeste. Nos bastidores, esse episódio passou a ser tratado como um fator de risco eleitoral, com potencial de gerar desgaste e ser explorado por adversários durante a campanha.
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O resultado é um cenário de impasse. Embora as articulações para 2026 estejam em andamento, não há consenso sobre a composição da chapa, e o nome de Zema encontra resistência clara dentro do Centrão.
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A tendência, segundo interlocutores, é que novas conversas aconteçam nas próximas semanas para testar outros nomes e alternativas que consigam reduzir tensões e aumentar a capacidade de articulação política no cenário nacional.