Prefeitura aposta na preservação do patrimônio para revitalizar a região central e fortalecer a identidade cultural da capital amazonense.
O Centro Histórico de Manaus está passando por um processo de revitalização que busca unir a preservação do patrimônio arquitetônico com novos usos para a região, como moradia, comércio e circulação de pessoas. A iniciativa faz parte do programa Nosso Centro, da Prefeitura de Manaus, que aposta na recuperação de imóveis históricos como estratégia para devolver vida a uma das áreas mais emblemáticas da capital.
A ação ganha ainda mais destaque durante o Mês do Patrimônio Histórico, celebrado em agosto, período dedicado à valorização de edificações, praças, monumentos e espaços que preservam a memória da cidade.
Marcado pela arquitetura da Belle Époque, o Centro Histórico guarda construções erguidas durante o ciclo da borracha, quando Manaus viveu um período de grande crescimento econômico e recebeu influências culturais que moldaram sua identidade urbana.
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Segundo a gerente de Patrimônio Histórico do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), a arquiteta e urbanista Landa Bernardo, preservar esses espaços é garantir que as futuras gerações conheçam a história da cidade.
“Manaus cresceu em meio à floresta amazônica não apenas pela evolução das construções, mas também pela mistura de culturas que formou uma cidade rica e diversa. Preservar esse legado fortalece o sentimento de pertencimento da população”, afirmou.
A proposta do programa Nosso Centro vai além da restauração de fachadas e edifícios antigos. A ideia é incentivar a ocupação da região por moradores, empreendedores e visitantes, transformando o patrimônio histórico em um espaço ativo e integrado ao cotidiano da cidade.
O Centro Histórico de Manaus também possui proteção federal, com bens tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), reforçando a importância de preservar suas características originais.
MONITORAMENTO E CONSERVAÇÃO PERMANENTE
O trabalho de preservação é coordenado pela Gerência de Patrimônio Histórico (GPH), vinculada ao Implurb. As equipes técnicas realizam vistorias periódicas em imóveis históricos, acompanham intervenções na região e monitoram construções abandonadas que possam representar riscos à população ou ao patrimônio cultural.
Além disso, o órgão trabalha na atualização do Decreto nº 7.176, que regulamenta as Unidades de Interesse de Preservação no Centro Antigo de Manaus, incluindo imóveis históricos, a área portuária e praças públicas.
Para a arquiteta Lorena Cunha, o acompanhamento constante é essencial para garantir que a revitalização aconteça sem comprometer a história da cidade.
“Realizamos vistorias frequentes para acompanhar a situação dos imóveis e assegurar que as intervenções respeitem as normas de preservação”, explicou.
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Com a iniciativa, a prefeitura pretende transformar o Centro Histórico em um espaço mais vivo, preservando a memória da capital amazonense enquanto estimula novas oportunidades de moradia, trabalho e desenvolvimento econômico.