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CEO da ExxonMobil diz ser inviável investir na Venezuela atualmente
Foto: Imagem gerada por inteligência artificial

Líder da multinacional de petróleo e gás americana disse que o status quo venezuelano carece de mudanças significativas

Darren Woods, CEO da multinacional de petróleo e gás americana, ExxonMobil, afirmou, em um encontro de executivos do setor petrolífero na Casa Branca na sexta-feira (9), que a empresa não se "jogaria de cabeça" na Venezuela, alegando que a situação atual no país representa um risco inaceitável para a companhia.

 

“Se analisarmos as estruturas e os marcos legais e comerciais vigentes hoje na Venezuela, veremos que o país é inviável para investimentos, e, portanto, mudanças significativas precisam ser feitas nesses marcos comerciais e no sistema jurídico”, disse Woods. “É preciso haver proteções duradouras para os investimentos e uma mudança nas leis de hidrocarbonetos do país.”

 

A Exxon deixou a Venezuela em 2007, quando o regime de Hugo Chávez nacionalizou a indústria petrolífera. A empresa não aceitou os termos do país, e o governo confiscou seus ativos no território venezuelano.

 

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Para retornar em plena capacidade e restaurar a infraestrutura petrolífera deteriorada da Venezuela, Woods sugeriu que a Exxon precisaria ser convencida de que o país possui um sistema político estável, proteção contra crimes e roubos, e mudanças nas leis venezuelanas que exigem que empresas estrangeiras participem de joint ventures - termo em inglês que caracteriza um modelo estratégico de parceria comercial - com participação majoritária do governo e paguem impostos de 60% sobre a receita do petróleo.

 

Woods disse estar confiante de que o governo de Donald Trump poderia fazer as mudanças necessárias. Mas, para sequer entender que tipo de retorno sobre o investimento a Exxon obteria da Venezuela, Woods afirmou que várias perguntas precisam ser respondidas primeiro.

 

“As perguntas que ficarão em primeiro lugar são: quão duradouras são as proteções do ponto de vista financeiro? Como serão os retornos? Quais são os acordos comerciais, os marcos legais?”, questionou Woods. “Todos esses aspectos precisam ser definidos para que se possa tomar uma decisão e entender qual seria o retorno ao longo das próximas décadas, considerando os bilhões de dólares investidos.”

 

Pressionado por Trump sobre um cronograma para o retorno, Woods disse que a empresa poderia retornar com uma equipe de reconhecimento para avaliar a situação e determinar o que seria necessário para uma retomada mais ampla.

 

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“Podemos começar imediatamente, nas próximas semanas, a avaliação e, a partir daí, entender o que é necessário”, concluiu Woods.

 

Fonte: CNN 

 

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