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CEO investigada por morte em salto de rope jump nega responsabilidade e contesta acusações da polícia
Foto: Divulgação

Em carta, investigada afirma que apenas auxiliava na divulgação dos eventos, enquanto Polícia Civil sustenta que ela integrava a organização responsável pela atividade.

Indiciada pela Polícia Civil de São Paulo pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual após a morte da estudante Maria Eduarda, de 21 anos, durante um salto de rope jump na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, Evelyne dos Santos Gonçalves divulgou uma carta na qual nega ter exercido funções de comando na organização do evento.

 

No documento, Evelyne afirma que atuava como freelancer havia cerca de oito meses e que sua participação era limitada ao atendimento dos participantes e à divulgação das atividades promovidas pelo grupo.

 

Segundo ela, não possuía poder de decisão sobre a realização dos eventos, tampouco era responsável por contratações, pagamentos, coordenação de equipes, montagem da estrutura ou questões relacionadas à segurança dos saltos.

 

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A investigada atribui toda a responsabilidade pela organização ao empresário Luís Felipe Feliciano Egoroff, apontado por ela como o responsável pelo planejamento, pela coordenação das equipes e pelas decisões operacionais envolvendo os eventos.

 

Na carta, Evelyne também afirma que todos os pagamentos realizados pelos participantes eram direcionados diretamente a Luís Felipe, por meio de Pix, máquina de cartão e contatos cadastrados em nome dele. Ela sustenta que nunca teve acesso aos valores arrecadados nem participou da administração financeira da atividade.

 

Entretanto, a versão apresentada pela investigada diverge das conclusões da Polícia Civil. No relatório final do inquérito, a delegada Andréa Levy afirma que há elementos que indicam uma participação ativa de Evelyne na organização dos eventos.

 

Segundo a investigação, ela integrava o núcleo responsável pela realização das atividades, participando da logística, da administração dos participantes, da divulgação dos saltos e da manutenção da estrutura operacional utilizada nas práticas de rope jump.

 

Evelyne foi presa sete dias após a morte de Maria Eduarda e se apresentava como CEO do grupo Entre Cordas, responsável pelo evento onde ocorreu o acidente. Além do indiciamento por homicídio qualificado, ela também responde por fraude processual, sob a acusação de dificultar a coleta de provas durante as investigações.

 

O caso faz parte de uma nova investigação que também apura a atuação de João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, que chegaram a ser presos, mas não foram indiciados. Para ambos, a Polícia Civil solicitou a revogação das prisões.

 

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP), que analisará o caso e decidirá sobre o oferecimento de denúncia à Justiça. Enquanto isso, a polícia também pediu a conversão da prisão temporária de Evelyne em prisão preventiva.

 

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Em depoimento prestado anteriormente às autoridades, a investigada afirmou que não presenciou o momento do salto fatal, mas disse ter ouvido o impacto da queda e percebido o desespero dos participantes e dos instrutores presentes no local. 

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