Presença de agentes armados acirra tensões com moradores e socorristas envolvidos em resgates de sobreviventes de duplo terremoto
A militarização da zona atingida pelos terremotos na Venezuela tem ampliado a tensão entre autoridades, moradores e equipes de resgate. Em La Guaira, região mais afetada pela tragédia, a forte presença de agentes armados tem dificultado o trabalho de voluntários, profissionais de saúde e jornalistas, além de gerar denúncias de intimidação e abuso.
Organizações de direitos humanos criticam a atuação do governo e alertam que o foco das autoridades parece estar mais no controle do território do que no socorro às vítimas. Um grupo de 40 ONGs pediu que as ações militares sejam transparentes e fiscalizadas, além de garantir acesso livre a equipes humanitárias e à imprensa.
Relatos de moradores também apontam falhas graves na resposta oficial, incluindo acusações de saques praticados por agentes de segurança e omissão durante buscas por sobreviventes. A ONG Provea afirmou ter identificado excesso de agentes de inteligência em áreas onde sua presença não teria respaldo legal.
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Segundo voluntários internacionais, a burocracia e a desconfiança por parte dos militares têm atrasado operações de resgate. Integrantes do grupo Topos Chile relataram abordagens repetidas e revistas sob suspeita de espionagem, mesmo após identificação formal.
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Enquanto cresce a pressão por uma resposta mais eficiente, especialistas e entidades humanitárias temem que o cerco militar comprometa ainda mais o atendimento à população afetada pelo desastre.