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Chamado de 'problema da direita' por Zema, Eduardo Bolsonaro reage: 'Turminha da elite financeira'
Foto: Reprodução

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu com ironia a uma declaração do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que o responsabilizou por ter “criado um problema” para a direita ao articular, nos Estados Unidos, sanções contra autoridades brasileiras.

 

Em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro rebateu as críticas com ataques indiretos ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator dos inquéritos sobre os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

 

“Deve ter sido eu quem mandou prender velhinhas de 70 anos pelo resto da vida na prisão”, escreveu o deputado, em tom sarcástico, ao questionar as investigações do Supremo.

 

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Sem mencionar Zema nominalmente, Eduardo afirmou que o governador integra a “turminha da elite financeira”. “Enquanto são pessoas simples e comuns as vítimas da tirania, não há problema. Mas mexeu com a sua turminha da elite financeira, daí temos o apocalipse para resolver”, escreveu.

 

A reação veio após entrevista de Zema ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada na segunda-feira. Na conversa, o governador afirmou que a atuação de Eduardo nos EUA, especialmente sua aproximação com o governo de Donald Trump, pode ter contribuído para o tarifaço anunciado pelo presidente americano, que atingiu exportações brasileiras.

 

“A posição que foi adotada não foi a mais correta pelo filho do ex-presidente. Acho que isso acabou causando um problema para a direita. Mas isso vem de todo esse outro contexto, que não sabemos o que é. O presidente americano é totalmente imprevisível”, disse Zema.

 

Na semana passada, Eduardo também criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por dialogar com empresários em busca de uma solução para as tarifas impostas por Trump. Também nas redes sociais, o deputado acusou Tarcísio de demonstrar “subserviência servil às elites” ao aceitar o diálogo.

 

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Para Eduardo, o governador deveria, em vez disso, priorizar o “fim do regime de exceção”, em referência às condenações de envolvidos nos atos de 8 de janeiro.  

 

Fonte: O Globo

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