Entrada de Gilberto Kassab como vice na chapa de Ronaldo Caiado à Presidência tenta dar musculatura à candidatura, mas esbarra em palanques estaduais.
A escolha de Gilberto Kassab como candidato a vice na chapa de Ronaldo Caiado não garantiu unidade dentro do PSD. Nos quatro maiores colégios eleitorais do país, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, lideranças regionais da legenda ainda resistem em aderir formalmente ao projeto presidencial do partido.
A principal dificuldade de Caiado está justamente em transformar o peso institucional do PSD em palanque nacional. Apesar de o partido ter uma das maiores estruturas políticas do país, com forte presença em prefeituras, governos estaduais e no Congresso, diretórios estaduais mantêm alianças locais que conflitam com a candidatura presidencial.
Em São Paulo, considerado o maior colégio eleitoral brasileiro, parte da sigla mantém articulações independentes e evita se comprometer com a chapa. Em Minas e no Rio, o cenário é semelhante, com lideranças priorizando disputas regionais e negociações locais. Na Bahia, alianças estaduais também dificultam um apoio automático ao presidenciável do PSD.
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O impasse evidencia um desafio recorrente em partidos de grande capilaridade: conciliar interesses nacionais com acordos regionais. Mesmo com Kassab na vice, a campanha de Caiado ainda precisa costurar apoios internos para consolidar uma base competitiva.
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A falta de alinhamento regional pode limitar tempo de palanque, mobilização de militância e transferência de capital político, fatores considerados estratégicos a menos de 100 dias do primeiro turno das eleições de 2026.