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Chefes do comando vermelho dão ordem para execução e revelam plano de invasão de favelas no Rio
Foto: Reprodução

Edgar Alves Andrade (Doca) e Carlos Costa Neves (Gardenal), chefes do Comando Vermelho

O inquérito da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro que deu origem à operação Operação Contenção Red Legacy expôs detalhes da estrutura e da atuação do Comando Vermelho. As investigações revelam conversas entre líderes da facção que mostram desde a organização para tomar territórios até ordens diretas para executar rivais.

 

Entre os diálogos analisados pelos investigadores está uma conversa entre Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca e apontado como um dos principais chefes do grupo, e Carlos Costa Neves, o Gardenal, descrito pela polícia como integrante do “Estado-Maior” da facção.

 

Em uma das mensagens, após receber a foto de um rapaz capturado por criminosos na comunidade da Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio, Doca ordena que o homem “sumisse”. Para a polícia, a conversa indica uma execução seguida de ocultação do corpo depois que integrantes da facção encontraram no celular da vítima imagens de milicianos armados.

 

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Outras mensagens também mostram o planejamento da invasão ao Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte da cidade, território disputado com o Terceiro Comando Puro. Em um dos diálogos, Doca teria orientado os criminosos a “entrar matando” na comunidade.

 

Segundo o inquérito, Gardenal respondeu organizando a entrada de sete carros da facção por diferentes pontos da favela, com encontro marcado no alto do morro após a ação. Para a polícia, a estratégia demonstra planejamento tático e coordenação prévia.

 

As investigações apontam ainda que o Comando Vermelho conseguiu expandir sua presença e invadir mais de 40 comunidades do Rio de Janeiro nos últimos três anos. Em alguns casos, a tomada de territórios ocorreu por meio de negociação com integrantes da milícia.

 

Um exemplo citado no inquérito envolve Phellipe de Souza Batista, conhecido como Tikinho, que controlava a favela da Taboinha, em Vargem Grande. Segundo a investigação, ele teria procurado os líderes da facção para negociar a entrega do controle da área, o que acabou se concretizando.

 

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A polícia afirma que esse movimento faz parte de um processo contínuo de expansão territorial do grupo criminoso, marcado por acordos, confrontos armados e imposição de domínio sobre comunidades antes controladas por milicianos. 

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