A ex-presidente chilena recebe apoio de líderes latino-americanos para liderar a ONU e fortalecer a voz da região no cenário global
O Chile, em conjunto com Brasil e México, anunciou nesta segunda-feira (2) a candidatura da ex-presidente Michelle Bachelet para o cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O anúncio foi feito pelo presidente chileno, Gabriel Boric, em cerimônia realizada em Santiago, ao lado de Bachelet e representantes dos governos brasileiro e mexicano.
“Nesta nomeação não estamos sozinhos, a candidatura que foi inscrita na ONU é apresentada conjuntamente com os países irmãos Brasil e México, os dois países mais populosos da América Latina”, afirmou Boric.
O presidente destacou ainda que a candidatura expressa “uma esperança compartilhada de que a América Latina e o Caribe façam sua voz ser ouvida na construção de soluções coletivas para os tremendos desafios do nosso tempo”.
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Ao lado de Bachelet, Boric agradeceu ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e à chefe de governo da Cidade do México, Claudia Sheinbaum, pelo apoio e “coragem” em endossar a candidatura da ex-presidente chilena. Lula, que já havia manifestado diversas vezes seu desejo de que a ONU fosse liderada por uma mulher latino-americana, classificou o apoio como uma “honra”.
“Em oito décadas de história, é hora de a organização finalmente ser comandada por uma mulher”, disse Lula, destacando a trajetória pioneira de Bachelet. Ele lembrou que a ex-presidente foi a primeira mulher a liderar o Chile, além de ocupar os cargos de ministra da Defesa e da Saúde no país.
O presidente brasileiro ressaltou ainda o papel decisivo de Bachelet na criação e consolidação da ONU Mulheres e sua atuação como Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos. “Sua experiência, liderança e compromisso com o multilateralismo a credenciam para conduzir a ONU, em um contexto internacional marcado por conflitos, desigualdades e retrocessos democráticos”, afirmou Lula em postagem na rede social X.
Bachelet já comandou o Chile em dois mandatos (2006-2010 e 2014-2018), foi subsecretária-geral e diretora-executiva da ONU Mulheres entre 2010 e 2013, e atuou como Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos entre 2018 e 2022. Em setembro do ano passado, o governo brasileiro já havia sinalizado uma “forte inclinação” a apoiar a candidatura, segundo assessores próximos a Lula.
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A candidatura conjunta do Chile, Brasil e México busca fortalecer a presença latino-americana na ONU e abrir caminho para uma liderança feminina em uma das principais instituições globais.