É a primeira vez que cientistas conseguem registrar conflitos entre chimpanzés selvagens. Brigas resultaram em mortes de vários exemplares
Pesquisadores internacionais registraram, pela primeira vez, um conflito interno prolongado entre chimpanzés selvagens que acabou sendo comparado a uma espécie de “guerra civil” entre os animais.
O estudo foi feito na comunidade de Ngogo, no Parque Nacional de Kibale, em Uganda, considerada a maior população de chimpanzés já observada na natureza. O grupo, que durante décadas viveu de forma relativamente coesa, acabou se dividindo em duas facções rivais.
Segundo os cientistas, a ruptura social não aconteceu de forma imediata. Ao longo dos anos, mudanças no comportamento e na interação entre os indivíduos levaram à formação de dois subgrupos que passaram a evitar contato e, posteriormente, entrar em confronto direto.
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Entre 2018 e 2024, foram registrados ataques violentos entre os dois lados, incluindo mortes de machos adultos e filhotes. O conflito teria causado dezenas de mortes ao longo do período de observação.
Os pesquisadores destacam que, embora o termo “guerra civil” seja usado de forma comparativa, o fenômeno mostra como mudanças sociais internas podem gerar violência extrema mesmo em espécies altamente sociais.
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O caso chamou atenção da comunidade científica por mostrar que disputas dentro de um mesmo grupo podem ter impactos profundos na estrutura e sobrevivência de populações inteiras de chimpanzés.