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China anuncia retaliação a Trump, e bolsas globais desabam ainda mais
Foto: Reprodução

Os mercados globais viveram um dia muito negativo na véspera, mas o pregão desta sexta-feira (4) se encaminha para ser ainda pior

Os mercados financeiros globais vivem mais um dia de grande aversão aos riscos nesta sexta-feira (4), com as bolsas de valores registrando quedas ainda mais acentuadas do que as observadas na véspera.

 

O desempenho negativo ainda é consequência do anúncio do "tarifaço" do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre os produtos importados da maioria dos países do mundo.

 

Além disso, o mercado também reage à resposta anunciada pela China nesta sexta. O país asiático, que recebeu uma tarifa de 34% a mais sobre todas as importações para os EUA, retaliou o país americano com taxas da mesma magnitude.

 

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Investidores temem que a guerra tarifária provoque uma forte pressão sobre a inflação dos EUA e de outros países que retaliarem, além de uma percepção de que a atividade econômica da maior economia do mundo possa passar por um período de recessão.

 

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Na Europa, os principais índices despencam. O índice Euro Stoxx 50, que reúne ações de 50 das principais empresas da Europa, teve queda de 5,35%.

 

Na Ásia, os mercados fecharam em baixa.

 

Veja o desempenho das principais bolsas da União Europeia, por volta das 08h30:

 

- o DAX, da Alemanha, caía 5,54%
- o CAC 40, da França, caía 4,66%
- o Itália 40, da Itália, caía 7,64%
- o IBEX 35, da Espanha, caía 6,53%
- o AEX, da Holanda, caía 4,14%

 

Fora do bloco, o Reino Unido também enfrenta um pregão negativo. O principal índice acionário do país, o FTSE 100, caiu 4,27%. Trump impôs tarifas de 10% sobre os produtos vindos de lá.

 

Já o índice SMI, da Suíça, país sobre o qual Trump decretou tarifas de 31%, tinha uma queda ainda mais expressiva, de 5,60%.

 

A Ásia também teve um pregão de queda por toda parte. Os países do continente foram alguns dos mais afetados pelas tarifas de Trump.

 

Veja o desempenho das principais bolsas asiáticas:

 

- Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,52%
- Nikkei 225, do Japão, caiu 2,80%
- Kospi, da Coreia do Sul, caiu 0,86%
- SET, da Tailândia, caiu 3,15%
- Nifty 50, da Índia, caiu 1,49%

 

A REAÇÃO AO 'TARIFAÇO' DE TRUMP

 

Trump detalhou, nesta quarta-feira, as tarifas recíprocas que promete desde o início de seu mandato.

 

O presidente explicou que as tarifas cobradas sobre os produtos vindos de outros países serão equivalentes a pelo menos a metade das tarifas cobradas pelos mesmos países sobre os produtos importados dos EUA.

 

As regiões mais afetadas foram a Ásia e o Oriente Médio, com taxas que ultrapassam os 40% em alguns casos. A Europa também foi bastante impactada com as tarifas anunciadas pelo presidente, que classificou os comerciantes europeus como "muito duros".

 

O Brasil entrou no grupo que recebeu as tarifas mais suaves, de 10% sobre todas as importações.

 

Trump chamou o anúncio das tarifas recíprocas como "Dia da Libertação". O objetivo do presidente é que essas taxas "libertem" os EUA de produtos estrangeiros.

 

O mercado estrangeiro recebeu o anúncio do governo Trump de forma negativa porque tarifas maiores sobre a grande maioria dos produtos que chegam aos EUA devem encarecer, além de produtos finais, uma série de insumos para a produção de bens e serviços no país.

 

Especialistas avaliam que esse encarecimento deve pressionar a inflação e diminuir o consumo, o que pode provocar uma desaceleração ou até recessão da atividade econômica da maior economia do mundo — o que ajuda a desvalorizar o dólar neste pregão.

 

Além disso, as respostas de outros países, como a China, com ameaças ou anúncios de taxas sobre os EUA, também geram uma cautela ainda maior sobre os efeitos de uma guerra comercial.

 

Se outros países também colocam tarifas, a inflação desses lugares também pode subir e a atividade desacelerar. Há temores de que a guerra de tarifas diminua a demanda global por bens e serviços.

 

A China, segunda maior economia do mundo, terá seus produtos tarifados em 34%. Vietnã, Bangladesh e Tailândia, por exemplo, receberam taxas de 46%, 37% e 36%, respectivamente. Coreia do Sul e Japão terão tarifas de 25% e 24%.


Ainda, a imprensa estatal chinesa afirma que o governo colocou 11 empresas americanas na lista de entidades não confiáveis do país, alegando que essas cooperaram militar e tecnologicamente com Taiwan, "prejudicando seriamente a soberania nacional, a segurança e os interesses de desenvolvimento da China".

 

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Agora, essas empresas estão proibidas de se envolver em atividades de importação e exportação e de investirem na China.

 

Fonte: G1

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