Autoridades também chamaram JD.com, Pinduoduo, Douyin e RedNote para prestar esclarecimentos sobre promoções do festival de compras
As autoridades da China convocaram representantes da plataforma de comércio eletrônico Temu e de outras quatro empresas do setor para prestar esclarecimentos sobre supostas práticas de publicidade enganosa. A medida faz parte de uma nova ofensiva do governo chinês para reforçar a fiscalização sobre gigantes do comércio digital e aumentar a proteção aos consumidores.
Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, os órgãos reguladores identificaram indícios de campanhas promocionais que poderiam induzir consumidores ao erro, especialmente em anúncios relacionados a descontos, preços promocionais e condições de compra divulgadas nas plataformas.
Além da Temu, outras empresas do segmento de comércio eletrônico também foram chamadas para reuniões com os reguladores. Durante os encontros, as companhias receberam orientações para revisar práticas comerciais, aumentar a transparência das informações e corrigir eventuais irregularidades identificadas pelas autoridades.
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O governo chinês vem intensificando a supervisão sobre empresas de tecnologia e marketplaces nos últimos anos. As ações incluem fiscalização de publicidade, proteção de dados dos usuários, concorrência de mercado e cumprimento das regras de defesa do consumidor.
Especialistas avaliam que a medida pode ter reflexos internacionais, já que plataformas chinesas ampliaram significativamente sua presença em diversos países, incluindo o Brasil. A Temu, por exemplo, ganhou popularidade nos últimos meses com campanhas agressivas de descontos e ofertas de produtos a preços reduzidos.
As autoridades não divulgaram detalhes sobre possíveis punições, mas informaram que acompanharão as medidas adotadas pelas empresas para corrigir eventuais falhas. Dependendo do resultado das investigações, as companhias poderão ser alvo de sanções administrativas e multas previstas na legislação chinesa.
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O caso reforça a pressão regulatória sobre o setor de comércio eletrônico e ocorre em meio ao crescimento acelerado das plataformas digitais, que disputam consumidores em mercados cada vez mais competitivos ao redor do mundo.