Condenados atuavam em redes de golpes digitais e crimes transnacionais no Sudeste Asiático
A China executou 11 criminosos ligados a gangues que operavam no norte de Mianmar, incluindo integrantes de alto escalão de grupos especializados em fraudes por telecomunicações, informou nesta quinta-feira (29) a agência estatal Xinhua.
Os condenados haviam recebido sentença de morte em setembro e foram executados por decisão de um tribunal da cidade de Wenzhou, na província de Zhejiang, no leste do país. A imprensa oficial não divulgou detalhes sobre a identidade dos envolvidos nem sobre o método das execuções.
Nos últimos anos, o governo chinês tem intensificado a cooperação com países do Sudeste Asiático, como Tailândia, Mianmar e Camboja, com o objetivo de desmantelar os chamados “centros de golpes”, estruturas criminosas usadas para fraudes online, extorsões e crimes cibernéticos que têm como alvo cidadãos chineses e estrangeiros.
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Segundo especialistas em crime organizado transnacional, essa ofensiva resultou na repatriação de milhares de suspeitos. Em 2025, o Ministério da Segurança Pública da China informou que mais de 7.600 cidadãos chineses envolvidos em jogos de azar online e fraudes em telecomunicações foram trazidos de volta ao país após operações em Myawaddy, cidade localizada na fronteira entre Mianmar e Tailândia.
No início deste mês, o Camboja extraditou para a China o empresário Chen Zhi, apontado por autoridades dos Estados Unidos como líder de um conglomerado usado como fachada para uma rede multimilionária de fraudes cibernéticas, ampliando o alcance da ofensiva chinesa contra o crime digital na região.
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