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China reitera que EUA precisam revogar tarifas e ter 'sinceridade para dialogar'
Foto: Reprodução

Declarações ocorrem após Trump afirmar que não voltaria atrás. Ambos os países tentam demonstrar posições firmes antes da primeira rodada de negociações sobre comércio bilateral, que será no fim de semana na Suíça

O governo chinês reiterou nesta quinta-feira que espera que os Estados Unidos cancelem as tarifas unilaterais sobre a China, às vésperas do encontro de alto nível entre os dois países para destravar as negociações comerciais.

 

Os EUA devem estar preparados para revogar as tarifas punitivas impostas à China, disse o porta-voz do Ministério do Comércio, He Yadong, em uma coletiva de imprensa regular nesta quinta-feira. Os EUA “precisam demonstrar sinceridade para dialogar, estar dispostos a corrigir seus erros e cancelar as tarifas unilaterais”, afirmou ele.

 

A reafirmação da posição chinesa ocorreu poucas horas após o presidente Donald Trump declarar que não estava disposto a reduzir as tarifas sobre a China — atualmente em 145% para a maioria dos produtos — como condição para avançar em negociações comerciais mais substanciais com Pequim.

 

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Ambos os lados estão delineando posições firmes para maximizar suas vantagens antes da primeira rodada de negociações comerciais, marcada para este fim de semana na Suíça.

 

Esses encontros reunirão o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o representante de Comércio, Jamieson Greer, com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng.Antes do anúncio das negociações, Trump havia sinalizado disposição em reduzir tarifas sobre a China em algum momento.

 

O embate ressalta a profunda divisão entre os EUA e a China em relação ao comércio e o caminho difícil que enfrentam para chegar a um possível acordo de redução tarifária. No entanto, o anúncio de negociações formais gerou certo otimismo de que o conflito possa ser resolvido antes que cause danos econômicos duradouros.

 

Ambos os países estão sob pressão para chegar a um acordo. A economia dos EUA encolheu no início do ano pela primeira vez desde 2022, devido a um aumento nas importações antes das tarifas e a um consumo mais moderado. Na China, a atividade industrial registrou a pior contração desde dezembro de 2023, segundo o índice oficial de gerentes de compras do setor manufatureiro.

 

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— Em princípio, a determinação da China em defender seus direitos e interesses não mudará — disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, em uma coletiva separada nesta quinta-feira. — Nossa posição e objetivo de manter a justiça e equidade internacional não mudarão.

 

Fonte:O Globo

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