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China sai em defesa de Brasil e diz que taxa de Trump é 'intimidação'
Foto: Reprodução

Ministério das Relações Exteriores da China criticou a decisão de Trump de taxar os produtos brasileiros em 50%: Desrespeita Carta da ONU

A China saiu em defesa do Brasil nesta sexta-feira (11/7). Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, afirmou que a decisão do presidente dos Estatos Unidos, Donald Trump, anunciada nessa quarta-feira (9/7), em aplicar uma tarifa de 50% a todos os produtos brasileiro é uma forma de “intimidação”.

 

“A igualdade soberana e a não interferência nos assuntos internos de outros países são princípios importantes da Carta da ONU e normas básicas nas relações internacionais”, disse Mao Ning.

 

Segundo a porta-voz, as “tarifas não devem ser usadas como ferramenta de coerção, intimidação ou interferência nos assuntos internos de outros países”.

 

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Nessa quinta-feira (10/7), a China já havia havia afirmado que a sua posição é muito clara. “A China sempre se opôs a iniciativas que sobrecarregassem o conceito de segurança nacional e sempre defendeu que guerras comerciais e tarifárias não têm vencedores, e que o abuso de tarifas não interessa a ninguém”.

 

TRUMP, TARIFAS, BRASIL E BOLSONARO

 

Trump tem ameaçado o mundo com a imposição de tarifas comerciais, desde o início do mandato, e tem dado atenção especial ao grupo do Brics e ao Brasil.

 

O presidente norte-americano chegou a ameaçar taxas de 100% aos países-membros do bloco que não se curvarem aos “interesses comerciais dos EUA”.

 

Após sair em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Trump ameaça aumentar as tarifas sobre exportações brasileiras.
Nessa quarta-feira (9/7), o líder norte-americano alegou que o Brasil não está “sendo bom” para os EUA.
Tarifas pelo mundo

 

Diante da nova taxa, o Brasil se tornou o país com tarifas mais altas do mundo, aplicadas pelos EUA, entre as 22 anunciadas por Trump.

 

A taxa entra em vigor a partir de 1º de agosto e será cobrada separadamente de tarifas setoriais, como as que atingem o aço e alumínio brasileiros. Em abril deste ano, o Brasil já havia sido atingido pelo tarifaço de Trump e teve os produtos tarifados em 10%.

 

Além disso, as taxas norte-americanas de 50% sobre o aço e o alumínio e mais 50% de taxas anunciadas sobre o cobre nesta quinta-feira (10/7) afetam o país.

 

Na segunda-feira (7/7), Trump começou enviar cartas a nações pelo mundo, anunciando oficialmente a implementação de tarifas a 22 países, que variam de 20% a 50%, a depender do país, com validade a partir de 1º de agosto.

 

Entre os países, o Brasil ficou com a taxa mais alta, e as Filipinas, com a menor, 20%.


Veja lista:

 

Brasil: 50%
Laos: 40%
Myanmar: 40%
Camboja: 36%
Tailândia: 36%
Bangladesh: 35%
Sérvia: 35%
Indonésia: 32%
África do Sul: 30%
Argélia: 30%
Bósnia e Herzegovina: 30%
Iraque: 30%
Líbia: 30%
Sri Lanka: 30%
Brunei: 25%

 

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Cazaquistão: 25%
Coreia do Sul: 25%
Japão: 25%
Malásia: 25%
Moldávia: 25%
Tunísia: 25%
Filipinas: 20%.

 

Fonte: Metrópoles

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