Os chineses quebraram recordes de viagens e idas ao cinema durante o feriado do Ano Novo Lunar, um esbanjamento que ainda não se traduziu em uma reversão para o segmento de consumo, atual preocupação principal de Pequim em relação à economia.
Em todo o país, a receita do turismo durante o intervalo de oito dias aumentou 7% em relação ao ano passado, para 677 bilhões de yuans (US$ 93,1 bilhões ou R$ 540 bilhões), enquanto o número de viagens aumentou 6%, de acordo com dados publicados pelo Ministério da Cultura e Turismo.
Em média, quase 170 yuans foram gastos diariamente em cada viagem durante o feriado, acima do ano passado, mas ainda abaixo do nível pré-pandêmico registrado em 2019, com base em cálculos da Bloomberg sobre os dados.
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Entretanto, a demonstração de alegria durante o feriado não levou a uma recuperação mais ampla no mês passado. O índice de gerentes de compras de serviços Caixin China caiu inesperadamente para uma mínima de quatro meses, mesmo permanecendo em território expansionista, de acordo com um relatório na quarta-feira.
“Continuamos cautelosos sobre se o espírito festivo pode se traduzir em um momentum de crescimento do consumo mais sustentável, sem mais estímulos”, disseram em um relatório economistas do HSBC Holdings, incluindo Erin Xin.
“Outro impulso da política fiscal contracíclica provavelmente ainda será necessário para estimular um aumento sustentável na atividade nos próximos meses, especialmente porque a situação externa permanece altamente incerta", apontou outro trecho.
A força da economia de consumo estará em foco para a China depois que ela trocou os primeiros golpes com os EUA em uma nova guerra comercial. Uma melhoria na demanda doméstica é urgentemente necessária para ajudar a compensar os efeitos das tarifas mais altas sobre as exportações impostas esta semana pelo governo Trump.
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Autoridades lideradas pelo presidente Xi Jinping anunciaram uma série de medidas de estímulo no final de setembro e, então, elevaram o aumento do consumo à principal prioridade dos esforços econômicos este ano, apenas a segunda vez que fizeram isso em pelo menos uma década.
Fonte: O Globo