Ana Paula, uma estudante de Direito de 36 anos, foi vista rondando o local do crime, em meio a testemunhas e policiais, em todas as mortes pelas quais responde na Justiça
Na manhã de 11 de abril de 2025, Maria Aparecida Rodrigues não respondeu às mensagens da filha, Thayná. Por mais de duas horas, a jovem de 24 anos tentou falar com a mãe, de 49. Às 10h45, já angustiada, Thayná fez contato com uma tia, Maria da Luz, que foi à casa de Maria Aparecida, no bairro Jardim Florida, em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo. A porta de entrada estava destrancada. No quarto, Maria da Luz encontrou a irmã morta, seminua, com espuma saindo da boca.
Pediu socorro aos vizinhos e, enquanto esperavam a retirada do corpo, ela notou uma mulher perguntando o que havia acontecido ali. A desconhecida se apresentou como Carla e disse que havia saído com Maria Aparecida na noite anterior, após conhecê-la por um aplicativo de relacionamentos. Carla inventou uma desculpa para estar ali àquela hora — “Tinha marcado de pegar roupas com ela para doação” — e esperou até o corpo ser removido. Depois, não foi vista no velório nem no enterro.
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Maria da Luz e Thayná só foram descobrir no 1º Distrito Policial de Guarulhos, pouco tempo depois, que Carla era um nome inventado por Ana Paula Veloso Fernandes, presa sob a acusação de provocar a morte, por envenenamento, de Maria Aparecida e outras três pessoas, uma delas em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
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A cena da acusada rondando o local do crime, em meio a testemunhas e policiais, se repetiu em todas as mortes pelas quais Ana Paula, uma estudante de Direito de 36 anos, responde na Justiça de São Paulo. Entre 31 de janeiro 23 de maio, foram quatro casos, três naquele estado. No primeiro, a universitária chega ao ponto de chamar a PM para “socorrer” Marcelo Hari Fonseca, de 51 anos, também em Guarulhos. Maria Aparecida foi a segunda vítima.
Fonte: Extra