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Chutes do bebê podem causar dor no fim da gestação, mas anatomia ajuda a evitar lesões
Foto: Getty Images

Movimentos do bebê causam dor, mas não lesam órgãos da mãe; corpo conta com sistema de proteção contra os impactos fetais

Os movimentos do bebê ficam mais perceptíveis ao longo da gravidez e, nas últimas semanas, alguns chutes podem provocar desconforto ou até dor na gestante. Com o crescimento do feto e a redução do espaço disponível no útero, os movimentos podem ser sentidos com mais intensidade, especialmente quando atingem regiões sensíveis do abdômen.

 

O organismo possui mecanismos naturais de proteção contra esses impactos. O líquido amniótico ajuda a amortecer os movimentos, enquanto as membranas, a parede muscular do útero e a musculatura abdominal atuam em conjunto para absorver e distribuir a força. Por isso, os chutes do bebê não costumam provocar lesões nos órgãos internos da mãe.

 

A dor no terceiro trimestre também está relacionada às mudanças físicas da gravidez. O crescimento do útero comprime estruturas próximas, desloca o diafragma e aumenta a pressão sobre as costelas. A ação do hormônio relaxina, que deixa ligamentos e articulações mais flexíveis, e a separação dos músculos abdominais, conhecida como diástase, podem contribuir para o desconforto.

 

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A posição do bebê influencia onde a gestante sente os movimentos. Quando ele está de cabeça para baixo, os chutes podem atingir a parte superior do abdômen e a região das costelas. Já quando permanece sentado, a pressão pode ser percebida na pelve e na bexiga. Cicatrizes e aderências de cirurgias anteriores, como cesáreas, também podem aumentar a sensação de repuxamento.

 

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Para aliviar o desconforto, podem ajudar mudanças de posição, atividades de mobilidade e exercícios adequados à gestação, sempre com orientação profissional. Apesar disso, dores fortes ou persistentes não devem ser atribuídas automaticamente aos movimentos do bebê. Dor intensa na parte superior do abdômen, especialmente do lado direito, dor de cabeça, inchaço súbito ou alterações na visão exigem avaliação médica. Sangramento, contrações ritmadas ou diminuição dos movimentos fetais também são sinais para procurar atendimento imediatamente. 

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