Precipitação ajudou a melhorar os índices de qualidade do ar em Manaus, mas sensores ainda apontam poluição moderada e Inmet alerta para chuva forte e ventos.
A chuva voltou a atingir diferentes áreas de Manaus nesta quarta-feira (21) e trouxe alívio após dias de calor intenso e fumaça provocada pelas queimadas na região amazônica. Apesar da mudança no tempo, a qualidade do ar permaneceu moderada na maior parte da capital, conforme dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
Durante a manhã, os sensores registraram concentrações de partículas finas entre 19,4 e 44,9 microgramas por metro cúbico (µg/m³). Os indicadores apontaram melhora em relação aos dias anteriores, mas a presença de poluentes ainda exige atenção, principalmente de pessoas mais vulneráveis aos efeitos da fumaça.
A chuva pode reduzir temporariamente a concentração de partículas poluentes suspensas na atmosfera e contribuir para aumentar a umidade do ar. No entanto, o resultado depende do volume de precipitação e das condições meteorológicas de cada região.
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Pancadas isoladas não eliminam toda a fumaça nem significam que os incêndios florestais foram controlados. A concentração de poluentes também é influenciada pela direção dos ventos, pela circulação atmosférica e pela proximidade dos focos de queimadas.
A maioria das estações monitoradas pelo Selva indicava qualidade do ar moderada na manhã de quarta-feira. Algumas medições ficaram entre 27,4 e 33,9 µg/m³, enquanto um sensor instalado no bairro Parque 10 de Novembro, na zona Centro-Sul de Manaus, registrou condição considerada boa.
Mesmo com a melhora em determinados pontos, a classificação moderada indica que pessoas mais sensíveis à poluição podem apresentar desconforto. Entre os grupos que merecem atenção estão crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares.
Com a presença de partículas poluentes no ar, a orientação é evitar atividades físicas intensas ao ar livre e diminuir o tempo de exposição à fumaça, especialmente quando houver sinais visíveis de poluição.
Irritação nos olhos, tosse, ardência na garganta, chiado no peito e dificuldade para respirar estão entre os sintomas que podem surgir após a exposição.
Em ambientes com fumaça, máscaras do tipo PFF2 ou N95 podem ajudar a reduzir a inalação de partículas. Manter a hidratação e acompanhar os dados atualizados sobre a qualidade do ar também são medidas recomendadas.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta amarelo para Manaus, com previsão de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou acumulado de até 50 milímetros em 24 horas. O aviso também prevê ventos de 40 a 60 quilômetros por hora.
As condições podem provocar alagamentos pontuais, queda de galhos de árvores e descargas elétricas. Durant e as tempestades, a recomendação é evitar áreas alagadas, não se abrigar sob árvores e manter distância de estruturas metálicas e placas de publicidade.
Embora a chuva tenha proporcionado alívio temporário, a poluição atmosférica continua sendo motivo de atenção em Manaus. A melhora registrada pelos sensores não significa que os efeitos das queimadas tenham sido completamente eliminados.
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