Iniciativa permite que a agência de espionagem direcione rapidamente mais recursos financeiros, humanos e tecnológicos para a ilha, com o objetivo de criar fissuras entre a elite política cubana
A Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) criou uma força-tarefa secreta voltada para Cuba em meio ao aumento das pressões do governo de Donald Trump contra Havana. A iniciativa tem como objetivo ampliar operações de inteligência e coordenar ações para acompanhar a situação política e econômica da ilha.
Segundo informações divulgadas por veículos internacionais, a nova unidade permitirá que a agência direcione mais recursos humanos, financeiros e tecnológicos para atividades relacionadas a Cuba. O grupo reúne analistas de inteligência, especialistas em operações cibernéticas e agentes envolvidos em ações de influência.
A criação da força-tarefa ocorre em um momento de intensificação da estratégia de Trump para pressionar o governo cubano por mudanças políticas e econômicas. A equipe teria como uma das missões avaliar o cenário interno do país e buscar formas de ampliar a influência dos Estados Unidos sobre os acontecimentos na ilha.
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A movimentação também reacende lembranças do histórico de atuação da CIA em Cuba durante a Guerra Fria, incluindo a fracassada invasão da Baía dos Porcos, em 1961, uma operação apoiada pelo governo americano contra o regime de Fidel Castro.
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A CIA não comentou oficialmente a criação da nova força-tarefa. O governo cubano ainda não apresentou uma resposta formal sobre a medida, que aumenta a tensão entre Washington e Havana em um dos períodos mais delicados das relações entre os dois países nos últimos anos.