Descoberta brasileira abre caminho para tratamentos mais rápidos e eficazes contra a malária.
Pesquisadores do Brasil avançaram em uma descoberta promissora no enfrentamento da malária, ao criarem uma nova molécula com potencial para tornar o tratamento mais eficaz. O estudo foi publicado na revista científica Journal of Medicinal Chemistry no último dia 11 de abril.
A pesquisa contou com a participação do cientista Pedro Marcon, formado pela Universidade de Brasília e atualmente doutorando na Universidade de São Paulo. O trabalho partiu da modificação de um medicamento já utilizado no combate à doença, a atovaquona.
A inovação consistiu na adição de rutênio à estrutura da substância, o que resultou em novos compostos com desempenho superior em testes iniciais. A estratégia busca contornar um dos maiores desafios no tratamento da doença: a resistência do parasita Plasmodium aos medicamentos existentes.
Veja também

Como cientistas conseguem detectar galáxias no Universo e revelar bilhões de anos do passado cósmico
Estudo aponta que ultraprocessados afetam a concentração mesmo com dieta equilibrada
Os testes laboratoriais indicaram que os novos compostos atuam de forma mais ampla e rápida do que a versão original do medicamento. Além de combater o parasita no sangue humano, a nova molécula também demonstrou capacidade de interferir na transmissão da doença para o mosquito.
Experimentos em camundongos e análises com sangue humano infectado reforçaram o potencial da descoberta, mostrando eficácia tanto na eliminação do parasita quanto na interrupção do ciclo de transmissão.
O estudo envolveu 14 pesquisadores, com destaque para a forte participação feminina, e contou com colaboração de instituições como a Fiocruz, além de centros internacionais, como a Universidade de Milão.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Apesar dos resultados promissores, os cientistas alertam que a molécula ainda está em fase inicial de desenvolvimento. Novos testes e etapas clínicas serão necessários antes que o composto possa ser transformado em um medicamento disponível para a população.