Saiba detalhes sobre a vacina em spray contra COVID, gripe e pneumonia que está sendo desenvolvida por grupo de cientistas
Um grupo de pesquisadores da Escola de Medicina de Stanford anunciaram o desenvolvimento de uma vacina experimental em spray nasal que, se confirmada a sua eficácia em humanos, pode proteger simultaneamente contra COVID-19, gripe, pneumonia bacteriana e até alergias respiratórias. Vamos te contar detalhes dessa empreitada!
As vacinas tradicionais, como as usadas contra a COVID e a influenza, costumam apresentar ao sistema imunológico partes específicas de um vírus ou bactéria e em resposta, o organismo forma anticorpos e células de memória que ajudam a combater aquele agente no futuro. Esses imunizantes injetáveis, embora eficazes, geralmente precisam ser atualizados periodicamente porque os vírus respiratórios mudam e sofrem mutações ao longo do tempo.
Já a vacina experimental em spray adota outra estratégia e em vez de focar apenas no patógeno, ela explora os mecanismos naturais de defesa dos pulmões. Ao ser administrada pelo nariz, a fórmula ativa células imunológicas no tecido respiratório, mantendo um estado de vigilância prolongado por semanas ou meses.
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Essas células respondem rapidamente à presença de vírus, bactérias ou até alérgenos, reduzindo drasticamente a probabilidade de infecção ou inflamação severa. Nos testes realizados em camundongos, os resultados foram surpreendentes e os animais vacinados com a formulação apresentaram proteção significativa contra SARS-CoV-2 e outros coronavírus, defesa eficaz contra infecções bacterianas associadas à pneumonia e resposta imunológica reduzida a alérgenos comuns, como proteínas de ácaros domésticos.
Os pesquisadores ainda relataram que os níveis de vírus nos pulmões de animais vacinados foram reduzidos em até centenas de vezes em comparação aos não vacinados, e a inflamação pulmonar foi minimizada.

Foto: Reprodução
Outro aspecto importante observado foi a duração da resposta imune, que diferentemente da imunidade inata habitual, que costuma desaparecer em poucos dias, o efeito do spray nos animais durou semanas, graças à comunicação entre diferentes células do sistema imunológico que mantiveram a vigilância alta por mais tempo. Embora os resultados em animais sejam animadores, os cientistas responsáveis pelo desenvolvimento da vacina ainda precisam testar o imunizante em humanos antes de confirmar sua eficácia e segurança.
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Portanto, o próximo passo deve ser um ensaio clínico de Fase I, que avaliará como a formulação se comporta em pessoas. Se os resultados forem positivos, estudos maiores poderão seguir, possivelmente demonstrando que duas doses por ano de spray nasal seriam suficientes para proteger contra várias infecções respiratórias comuns.