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Cientistas descobrem centenas de vírus gigantes presentes nos oceanos
Foto: Chris Meredith via Getty Images

A descoberta dos vírus ajuda os cientistas a entender o modo de ação deles nos oceanos, planejando estratégias de contenção de surtos

Um estudo liderado por cientistas da Universidade de Miami, nos Estados Unidos, identificou a presença de centenas de vírus gigantes em oceanos espalhados ao redor do mundo. O estudo foi publicado em abril na revista científica Nature npj Viruses.

 

A descoberta foi realizada com o auxílio de um software de computador personalizado, desenvolvido pelos pesquisadores para detectar e analisar genomas microbianos em amostras de água do mar. Ao todo, 230 vírus gigantes inéditos foram encontrados. Um vírus deve ter mais de 2,5 micrômetros para receber a definição de “gigante”.

 

“Ao compreender melhor a diversidade e o papel dos vírus gigantes no oceano e como eles interagem com algas e outros microrganismos oceânicos, podemos prever e possivelmente controlar a proliferação de algas nocivas, que são riscos à saúde humana na Flórida e em todo o mundo”, diz o virologista e coautor do estudo Mohammad Moniruzzaman, em comunicado à imprensa.

 

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Os avanços recentes em bancos de dados genômicos, instrumentos de análise e programas de computador ajudaram no trabalho dos cientistas e abriram novas possibilidades para entender melhor como é o modo de ação desses vírus.

 

Frequentemente, vírus gigantes são responsáveis pela morte de fitoplânctons, organismos fotossintetizantes essenciais para a vida marinha e as cadeias alimentares. Entender como é o modo de ataque dos vírus ajuda os pesquisadores a planejar novas estratégias de prevenção e contenção de surtos ambientais.

 

Além dos vírus, os cientistas encontraram 569 novas proteínas funcionais. Entre elas, nove estavam envolvidas diretamente com a fotossíntese, um processo antes atribuído apenas a seres celulares. Em alguns casos, os organismos gigantes parecem ser capazes de sequestrar os mecanismos de fotossíntese de seus hospedeiros para obter energia de sobrevivência.

 

“Isso sugere que vírus gigantes desempenham um papel desproporcional na manipulação do metabolismo do hospedeiro durante a infecção e influenciam a biogeoquímica marinha”, afirma o biólogo marinho e autor principal da pesquisa, Benjamin Minch.

 

Muitas questões sobre o funcionamento dos oceanos ainda são uma incógnita, porém os avanços tecnológicos têm contribuído para a comunidade científica entender cada vez mais as particularidades do ecossistema marinho.

 

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“Este estudo nos permitiu criar uma estrutura para melhorar as ferramentas existentes e detectar novos vírus que podem ajudar em nossa capacidade de monitorar a poluição e os patógenos nos cursos de água”, finaliza Minch.

 

Fonte: Metrópoles

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