Alguns dos fósseis encontrados possuem cerca de 5,3 milhões de anos
Pesquisadores chineses identificaram o que pode ser o maior cemitério de baleias do mundo nas profundezas do Oceano Índico. A descoberta, divulgada pela revista científica Nature, revelou mais de 500 esqueletos de cetáceos distribuídos ao longo de um corredor submarino de aproximadamente 1.200 quilômetros a oeste da Austrália.
Alguns dos fósseis encontrados possuem cerca de 5,3 milhões de anos, indicando que a região serviu como local de deposição de carcaças de baleias por milhões de anos. O fenômeno é conhecido como “queda de baleias”, quando os corpos dos animais afundam após a morte e passam a sustentar uma rica comunidade de organismos marinhos.
Segundo os pesquisadores, a área reúne condições que favorecem o acúmulo dessas carcaças. Além de funcionar como uma importante zona de alimentação para os cetáceos, a região possui uma formação geológica em formato de V que direciona os corpos para as profundezas oceânicas.
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A descoberta foi considerada excepcional pela comunidade científica. O paleontólogo norte-americano Stephen Godfrey classificou o achado como um marco comparável à identificação das primeiras fontes hidrotermais repletas de vida no fundo do mar, registrada em 1977.
As pesquisas foram realizadas em 2023 durante 32 mergulhos do submersível chinês Fendouzhe na região conhecida como Diamantina. Durante as expedições, os cientistas observaram uma grande diversidade de vida associada aos esqueletos, incluindo medusas, ofiúros, vermes-zumbis e moluscos bivalves.
De acordo com o estudo, a maioria dos 485 fósseis catalogados pertence à família das baleias-de-bico. Entre os exemplares identificados, os pesquisadores encontraram evidências de uma espécie até então desconhecida pela ciência e atualmente extinta.
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Com base na densidade dos fósseis registrados, os autores estimam que a região possa abrigar mais de 10 milhões de esqueletos de baleias espalhados pelo fundo oceânico, tornando a área um dos mais importantes sítios paleontológicos marinhos já descobertos.