Novo material sustentável libera antibiótico diretamente na ferida e cria uma barreira protetora com até 90% de eficácia contra biofilmes bacterianos.
Pesquisadores das universidades de Bath, Bristol e Newcastle, no Reino Unido, desenvolveram um curativo inovador produzido a partir de polímeros de origem vegetal capaz de prevenir infecções e favorecer a cicatrização de feridas. A tecnologia utiliza materiais sustentáveis e combina ação antimicrobiana com proteção física da lesão.
O curativo possui duas camadas com funções diferentes. A face interna libera rapidamente o antibiótico tetraciclina diretamente na ferida, concentrando o medicamento nas primeiras quatro horas de uso. Essa ação impede a formação do biofilme bacteriano, estrutura responsável por grande parte das infecções persistentes e das feridas crônicas.
Já a camada externa atua como uma barreira protetora, repelindo a água e controlando a umidade da região lesionada. Esse mecanismo ajuda a preservar o antibiótico no local e cria condições mais favoráveis para o processo de cicatrização.
Veja também

Hospital da Hapvida recebe acreditação de qualidade e segurança do paciente em Manaus
OMS alerta que surto de ebola no Congo pode ser até quatro vezes maior do que números oficiais
Os resultados da pesquisa, publicados na revista científica Bioactive Materials, mostraram que o curativo foi capaz de reduzir em até 90% a formação de biofilmes bacterianos. Durante os testes em laboratório, o material apresentou eficácia contra bactérias como Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa, além de demonstrar compatibilidade com a pele humana e ausência de toxicidade.
Segundo o pesquisador Xiang Ding, responsável pelo estudo, pequenas diferenças na estrutura química dos materiais utilizados foram suficientes para criar fibras ultrafinas com comportamentos distintos e altamente eficientes no tratamento de feridas.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Embora os resultados sejam considerados promissores, os cientistas destacam que ainda serão necessários novos estudos e testes clínicos antes que o curativo possa ser utilizado na rotina dos serviços de saúde. Além do potencial terapêutico, a tecnologia também se destaca por utilizar materiais renováveis, oferecendo uma alternativa mais sustentável aos curativos produzidos com derivados de petróleo.