Vinte e dois anos após a rosa roxa, pesquisadores conseguiram criar a primeira rosa azul
Cientistas japoneses deram mais um passo para entender como produzir uma rosa com coloração azul. A pesquisa envolve alterações genéticas e o estudo de substâncias que ajudam a transformar os pigmentos presentes nas pétalas em tons mais azulados. O trabalho é desenvolvido por pesquisadores ligados ao Suntory Global Innovation Center, no Japão.
A dificuldade está no fato de que as rosas não produzem naturalmente a delfinidina, um pigmento associado às tonalidades azuis encontradas em outras flores. Por isso, os pesquisadores introduziram genes capazes de permitir a produção desse pigmento. Os primeiros resultados, porém, apresentavam uma coloração mais próxima do roxo do que do azul.
A equipe descobriu que não basta produzir o pigmento azul. Outras moléculas, chamadas copigmentos, também participam da formação da cor. Em uma pesquisa apresentada em setembro de 2026, foram identificados dois genes envolvidos na produção da embigenina, uma dessas substâncias que podem intensificar o efeito azulado dos pigmentos.
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O desenvolvimento das chamadas rosas azuis começou há décadas. Segundo a própria Suntory, pesquisadores conseguiram introduzir um gene de flor-pensamento em células de rosas e, entre 1998 e 1999, começaram a obter flores com tonalidade azulada. Em 2002, foram selecionadas linhagens transgênicas com coloração azul mais intensa, dando origem às primeiras rosas azuis desenvolvidas por engenharia genética.
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Plantação de rosas azuis
(Foto: Suntory Global Innovation Center)
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A nova descoberta pode ajudar os cientistas a compreender melhor como diferentes compostos atuam juntos na formação das cores das flores. A equipe japonesa pretende continuar estudando essas enzimas e suas estruturas para aumentar a produção dos copigmentos e, futuramente, ampliar as possibilidades de criação de novas cores em plantas.