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Cinco hábitos do dia a dia que podem aumentar o risco de câncer colorretal e como se proteger
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Durante muito tempo, o tabagismo e a herança genética foram vistos como os principais vilões quando o assunto era câncer. Embora esses fatores continuem relevantes, especialistas têm alertado para um crescimento preocupante dos casos de câncer colorretal entre adultos jovens, especialmente nas faixas dos 20, 30 e 40 anos.

 

As causas nem sempre são claras. O câncer resulta de uma combinação de fatores, muitos deles fora do nosso controle ou relacionados a exposições precoces ao longo da vida. Ainda assim, novas pesquisas vêm ajudando a identificar comportamentos que podem elevar ou reduzir  o risco da doença.

 

Hábitos aparentemente comuns, como alimentação industrializada, sedentarismo e consumo frequente de álcool, estão entre os fatores associados ao aumento dos diagnósticos precoces. Conheça cinco deles e veja como pequenas mudanças podem fazer diferença.

 

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1. CONSUMO EXCESSIVO DE ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS

 

Produtos como lanches industrializados, refeições prontas e alimentos de longa duração vão além dos riscos para o coração e para o diabetes. Estudos indicam que dietas ricas em ultraprocessados estão associadas a um maior risco de câncer colorretal em pessoas jovens.

 

Um dos principais motivos é a baixa ingestão de fibras. Pesquisas mostram que cada 10 gramas de fibra consumida por dia — quantidade encontrada, por exemplo, em uma xícara de feijão pode reduzir em até 10% o risco da doença.

 

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2. BEBIDAS AÇUCARADAS
 

O consumo frequente de refrigerantes e bebidas adoçadas também está ligado ao aumento do risco. Um estudo revelou que mulheres que ingeriam duas ou mais bebidas açucaradas por dia desde a adolescência tinham o dobro de chance de desenvolver câncer colorretal antes dos 50 anos.

 

A recomendação é substituir essas bebidas por água, chás naturais ou versões aromatizadas sem açúcar.

 

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3. CARNES VERMELHAS E PROCESSADAS

 

Carnes processadas, como salsichas e bacon, já são reconhecidas como fatores de risco. No entanto, pesquisas recentes mostram que o consumo excessivo de carnes vermelhas, como bifes e hambúrgueres, também pode aumentar a probabilidade da doença.

 

Especialistas indicam limitar o consumo a até três porções por semana. Técnicas como marinar a carne e cozinhá-la em temperaturas mais baixas ajudam a reduzir a formação de substâncias cancerígenas.

 

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4. SEDENTARISMO E EXCESSO DE TEMPO DE TELA
 

Passar longos períodos sentado, especialmente assistindo televisão, está associado a um risco maior de câncer colorretal, independentemente da dieta ou do peso corporal.

 

A Sociedade Americana de Câncer recomenda de 150 a 300 minutos semanais de atividade física moderada. Um estudo publicado na Jama Oncology mostrou que apenas três minutos diários de atividade intensa já reduzem significativamente o risco de morte por diversos tipos de câncer.

 

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5. CONSUMO DE ÁLCOOL

 

O álcool é classificado como carcinógeno, pois se transforma em acetaldeído no organismo, uma substância que pode danificar o DNA. Evidências acumuladas ao longo de décadas indicam que o consumo frequente aumenta o risco de câncer, incluindo os de cólon e mama.

 

Reduzir a ingestão  mesmo que não seja possível eliminar completamente  já traz benefícios importantes para a saúde.

 

Notícias - Hospital Dona Helena

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A IMPORTÂNCIA DA COLONOSCOPIA

 

Muitos pacientes acreditam que a colonoscopia serve apenas para diagnosticar câncer, mas seu principal objetivo é prevenir a doença. O exame permite identificar e remover pólipos, lesões pré-cancerosas que, se não tratadas, podem evoluir para tumores malignos.

 

Como essa intervenção pode ser feita antes do desenvolvimento do câncer, a colonoscopia é uma ferramenta essencial para salvar vidas. Mesmo quem não consegue mudar todos os hábitos de risco deve considerar o exame como parte dos cuidados preventivos, especialmente a partir da idade recomendada por médicos.

 

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Cuidar da alimentação, manter-se ativo e realizar exames preventivos são passos fundamentais para começar 2026 com mais saúde e menos riscos. 

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