Sem laudo conclusivo, pais de Benício convivem com a dor da perda e cobram esclarecimentos.
Cinco meses depois da morte de Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, o caso que comoveu Manaus e repercutiu em todo o país segue sem conclusão. A expectativa da família está voltada para a divulgação do laudo pericial, prevista para o mês de maio, que pode esclarecer as circunstâncias da morte.
Enquanto aguardam respostas, os pais, Joyce e Bruno, enfrentam uma rotina marcada pela ausência do filho. O silêncio dentro de casa contrasta com o ambiente antes cheio de vida, brincadeiras e afeto.
A mãe relembra o nascimento do menino, ocorrido no dia de Natal, como um momento especial para a família. Segundo ela, Benício era uma criança tranquila, carinhosa e muito ligada à família.
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O pai também destaca características marcantes do filho, como a organização e o cuidado com a rotina. Ele conta que o menino gostava de planejar o dia e se preocupava em cumprir seus compromissos, demonstrando responsabilidade desde cedo.
Durante o período de internação, a família ainda mantinha a esperança de recuperação. Bruno relembra as tentativas de incentivar o filho a reagir, reforçando o desejo de vê-lo voltar para casa.
Com a morte, o cotidiano da família mudou completamente. A ausência de sons comuns, como desenhos na televisão e brinquedos pela casa, evidencia o impacto da perda no dia a dia.
Apesar do luto, os pais afirmam que mantêm viva a memória do filho e sentem sua presença de forma simbólica nas pequenas situações do cotidiano. A saudade, segundo eles, é constante e faz parte de um processo difícil de adaptação.
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Enquanto aguardam o resultado oficial da perícia, Joyce e Bruno seguem cobrando esclarecimentos e justiça, na esperança de obter respostas definitivas sobre o caso.