Doença viral é altamente contagiosa, pode atingir animais de todas as idades e deixar sequelas mesmo após a recuperação
A ocorrência de surtos de cinomose em cães tem reforçado o alerta para a importância da vacinação e dos cuidados preventivos com os animais. Considerada uma doença grave e altamente contagiosa, a enfermidade pode evoluir para quadros severos e até provocar a morte, principalmente quando não é identificada e tratada de forma precoce.
A cinomose é provocada por um vírus da família Paramyxoviridae e costuma afetar principalmente cães que não estão devidamente imunizados. Embora seja frequentemente associada a filhotes, a doença também pode atingir animais adultos e idosos que não receberam as doses de reforço recomendadas.
Segundo a médica-veterinária Patrícia da Costa, os filhotes ficam mais vulneráveis quando começam a perder a imunidade adquirida da mãe, geralmente entre dois e seis meses de idade. Por isso, é fundamental que o esquema de vacinação esteja completo nessa fase.
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A doença pode comprometer diferentes partes do organismo e apresentar sintomas em etapas. Entre as áreas afetadas estão os olhos, a pele, os sistemas respiratório e digestivo e, nos casos mais graves, o sistema neurológico.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato com animais infectados e por meio de secreções respiratórias. O vírus também pode ser levado de forma indireta por objetos contaminados, como bebedouros, comedouros e brinquedos.
O diagnóstico considera o histórico do animal, os sinais clínicos apresentados e exames laboratoriais, como o exame de sangue. Cães não vacinados, com acesso frequente à rua ou que tenham passado por abrigos podem apresentar maior risco de exposição.
De acordo com a veterinária, não existe um tratamento específico capaz de eliminar diretamente o vírus da cinomose. O atendimento é baseado no controle dos sintomas e no suporte ao organismo do animal durante a evolução da doença.
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Além do risco de morte, a cinomose pode deixar sequelas, principalmente neurológicas, mesmo quando o cão consegue se recuperar. A vacinação, portanto, continua sendo a principal forma de prevenção contra a doença.