PL do Ceará apoia a candidatura do tucano, à revelia da ex-primeira-dama, com Alcides Fernandes na chapa como pré-candidato ao Senado
O pré-candidato ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) afirmou que avalia a possibilidade de apoiar os nomes de Ronaldo Caiado (PSD) ou Renan Santos (Missão) na disputa pela Presidência da República em 2026. A declaração ocorre após a desistência de Aécio Neves da corrida presidencial e em meio às articulações políticas que movimentam o campo da direita.
A fala de Ciro ganhou repercussão após ele ter sido apontado como um dos motivos de um desentendimento público entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. A crise dentro do grupo político teria relação com o apoio do PL do Ceará à candidatura de Ciro ao governo estadual, movimento que contrariou a ex-primeira-dama.
Em entrevista, Ciro afirmou que ainda não há uma definição sobre o caminho que o PSDB seguirá na eleição presidencial, mas destacou que mantém diálogo com diferentes nomes. Segundo ele, tem proximidade com Ronaldo Caiado e acompanha a movimentação de Renan Santos como uma nova alternativa política.
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— Nós, eu e o Tasso (Jereissati), estamos trocando ideias. Eu me dou muito com o Ronaldo Caiado, votaria nele sem nenhuma dificuldade. Estou acompanhando essa novidade que apareceu, que é o Renan Santos — afirmou Ciro.
O político também ressaltou que sua prioridade é a disputa pelo governo do Ceará e disse que sua base reúne aliados com diferentes posições políticas. Entre eles está o deputado estadual Alcides Fernandes, que apoia Flávio Bolsonaro, enquanto outros integrantes do grupo têm ligação com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A disputa no Ceará se intensificou após o PL estadual anunciar apoio a Ciro Gomes e confirmar Alcides Fernandes, pai do deputado federal André Fernandes, como pré-candidato ao Senado. A decisão retirou espaço de uma aliada de Michelle Bolsonaro, aumentando o desgaste entre os grupos.
Nos bastidores, aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que, apesar das divergências, Ciro pode ser um nome estratégico para fazer críticas ao governo Lula durante a campanha. Já apoiadores de Michelle questionam a aproximação e afirmam que o ex-governador representa um campo político diferente do bolsonarismo.
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A definição sobre possíveis alianças nacionais deve avançar nas próximas semanas, com a aproximação das convenções partidárias e a formação das chapas que disputarão as eleições de 2026.