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Ciro Gomes se explica após confundir gesto de apoiador com apologia ao CV: 'Refém do crime organizado'
Foto: Reprodução

Caso ocorreu no lançamento da pré-candidatura do ex-ministro ao governo do Ceará, no sábado

O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) divulgou um vídeo em suas redes sociais para o explicar o episódio em que confundiu o gesto de um apoiador com uma apologia ao Comando Vermelho (CV). O caso ocorreu no último sábado, durante seu evento de lançamento da pré-candidatura ao governo do Ceará. Na ocasião, Ciro chegou a questionar se o homem "queria ser preso", o que agora justifica ter sido motivado pelo sentimento de ser "refém do crime organizado".

 

— Meu irmão, você tá querendo ser preso? Vai começar aqui. O cara tá fazendo o símbolo do Comando Vermelho ali. Prende ele — disse Ciro no evento, ao alegar ter visto um apoiador fazer um gesto similar ao "C" e "V" com as mãos, que costuma ser associado à facção.

 

Logo em seguida, ele pediu desculpas por ter "entendido errado" e ser "vigilante". O momento gerou risadas dos militantes e políticos presentes no ato, e repercutiu nas redes sociais.

 

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No vídeo divulgado ontem, Ciro alegou ser uma pessoa que "encara a vida com muito bom humor". Ele afirmou que, no primeiro momento, entendeu o gesto como uma "provocação" por "saber o que está acontecendo no Ceará", além de ressaltar que "a desenvoltura e a ousadia das facções são um problema sério".

 

— O gesto se repetia, e a pessoa desfazia sempre que eu encarava. Eu interpretei como uma provocação — explicou Ciro. — Não exitei em reagir sem medo, no meu estilo. Em frações de segundo, a plateia e a atenta Giselle (esposa), o amor da minha vida, ao meu lado, me corrigiram. Disseram que aquilo que a pessoa queria expressar seria a inicial do meu nome, "C", associada à palavra "vitória", "V".

 

O pré-candidato atribuiu que o "reflexo imediato" foi "fruto da obsessão de combater a criminalidade". Ele aproveitou para criticar o atual governo de Elmano de Freitas (PT) e a gestão anterior de Camilo Santana (PT) pela "omissão e cumplicidade" com o crime organizado, que "tornaram nossa gente refém".

 

 

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— (No discurso) Me referia à trágica condição vivida pelo povo cearense, hoje dominado por facções criminosas que oprimem nossa população. Tudo isso fruto da absurda omissão e da cumplicidade dos atuais governantes — disse em outro momento. 

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