Dezoito anos depois de subir ao palco da Copacabana para um show que marcou sua estreia em carreira solo, Claudia Leitte volta a revisitar um dos momentos mais emblemáticos de sua trajetória. A apresentação ganha agora uma releitura especial no encerramento do Carnaval e funciona como uma verdadeira linha do tempo afetiva, conectando passado e presente da artista.
“Esse show em Copacabana representa um divisor de águas na minha vida. É simbólico demais celebrar esses 18 anos no fechamento de um Carnaval e justamente no Dia Nacional do Axé, um movimento que me formou e segue pulsando através da nossa música”, afirmou a cantora.
Para Claudia, o reencontro com esse marco também tem um lado pessoal: “Essa apresentação é um presente para os meus fãs, que são a base de tudo isso. Mas confesso que esse presente também é para mim. Para aquela Claudinha de 18 anos atrás, cheia de sonhos, coragem e fé.”
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LARGADINHO VIRA PALCO DA MEMÓRIA
A escolha do bloco Largadinho como cenário do show-surpresa não foi por acaso. Além de cair numa terça-feira de Carnaval, o bloco carrega um forte valor autoral.
“O Largadinho nasce de mim. É pensado e sonhado por mim e pela minha equipe em cada detalhe. A terça-feira já é naturalmente um momento muito emocionante de troca com os fãs”, explicou.
Segundo Claudia, manter um bloco próprio em meio a um Carnaval cada vez mais disputado é um exercício constante entre preservar a essência e inovar:
“Sou uma artista empreendedora baiana que investe na minha terra. Acredito muito que o que a gente faz aqui muda a vida das pessoas. Meu Carnaval nasce do desejo genuíno de espalhar amor, alegria e boas energias.”
FIGURINO, REPERTÓRIO E EMOÇÃO
O espetáculo que revisita Copacabana também resgata músicas marcantes, como Exttravasa e Beijar na Boca, além da estética do show original. Até o figurino carrega peso emocional.
“Fui resistente a ser tão fiel ao figurino de 2008, mas percebi que o valor sentimental daquela imagem era o que contava. A roupa tem esse poder de me transportar direto para aquele lugar emocional.”
A abertura do show seguirá o mesmo formato da apresentação histórica, mas agora com novo cenário: em vez da praia carioca, o trio passa pela orla da Barra, em Salvador. “É um diálogo vivo entre a mulher e a artista que fui e quem sou hoje”, resume.
OLHAR PARA O FUTURO
Ao refletir sobre a própria caminhada, Claudia diz se sentir mais consciente, segura e livre. E já projeta os próximos passos: após o Carnaval, ela lança o álbum Especiarias, trabalho que, segundo a cantora, dialoga diretamente com essa fase de autoconhecimento.
“Depois de olhar para trás com tanto carinho e gratidão, a vontade é seguir caminhando com o mesmo propósito: espalhar boas energias, amor e verdade.”
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O encerramento do Carnaval promete, assim, ser marcado por emoção, memória e muito axé — com Claudia Leitte celebrando sua história ao lado do público que a acompanha desde o início.