Convenção oficializa chapa governista e acirra disputa contra Dr. Furlan, em eleição que promete forte polarização no estado.Convenção oficializa chapa governista e acirra disputa contra Dr. Furlan, em eleição que promete forte polarização no estado.
O governador do Amapá, Clécio Luís (União Brasil), teve sua candidatura à reeleição oficializada nesta sexta-feira (24), durante convenção da Federação União Progressista realizada em Macapá. O chefe do Executivo estadual entra na disputa respaldado por uma ampla aliança política que reúne partidos da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e conta com o apoio do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil).
A chapa majoritária será composta novamente por Clécio Luís como candidato ao governo e Teles Jr. (PDT) como vice-governador. Inicialmente cotado para disputar uma vaga no Senado, Teles decidiu permanecer na composição da chapa governista.
Na corrida pelo Senado, a coligação apostará no senador Randolfe Rodrigues (PT), atual líder do governo no Congresso Nacional, e na deputada estadual Alliny Serrão (União Brasil), presidente da Assembleia Legislativa do Amapá.
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Ao todo, nove partidos integram a coligação que apoia a reeleição de Clécio: União Brasil, PP, PT, PCdoB, PV, Rede, PSOL, PDT e Republicanos, consolidando uma das maiores alianças políticas do estado para as eleições de 2026.
A disputa pelo Palácio do Setentrião promete ser uma das mais acirradas do país. O principal adversário de Clécio será o ex-prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD), que oficializou sua candidatura no início da semana. Ele terá como candidata a vice a deputada estadual Luciana Gurgel (PL). Na disputa pelas duas vagas ao Senado, o grupo será representado pela ex-primeira-dama de Macapá, Rayssa Furlan (Podemos), e pelo senador Lucas Barreto (PSD), que tentará a reeleição.
Antes mesmo do início oficial da campanha, Dr. Furlan enfrentou questionamentos na Justiça Eleitoral. Na última quarta-feira (22), o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) rejeitou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral que pedia sua inelegibilidade por suposto abuso de poder econômico nas eleições municipais de 2024.
Os desembargadores decidiram aplicar apenas multa ao ex-prefeito e ao então vice, afastando, por ora, qualquer impedimento para sua candidatura. O Ministério Público Eleitoral também havia solicitado que o registro de candidatura fosse condicionado ao julgamento definitivo da ação, pedido que acabou sendo rejeitado pelo tribunal.
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Com as candidaturas oficializadas, o cenário eleitoral no Amapá ganha contornos de forte polarização, reunindo dois dos principais grupos políticos do estado em uma disputa que promete movimentar a campanha nos próximos meses.