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Clima extremo desafia restauração em nova estratégia da biodiversidade
Foto: Reprodução

Plano incorpora ações até 2030 e exigências internacionais para conter a perda acelerada de espécies nativas no país

A nova Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade (EPANB) foi oficializada nesta segunda-feira (08) para reorganizar a política ambiental do Brasil diante da perda acelerada de espécies e do agravamento da crise climática.

 

“O lançamento marca o retorno do país à normalidade institucional na área”, avaliou o doutor em Ecologia Garo Batmanian, diretor do Serviço Florestal Brasileiro.

 

Uma versão prévia da EPANB listava ações até 2020. Sua atualização atrasou por entraves impostos pela pandemia de COVID-19 e por negligência do governo de Jair Bolsonaro (2019-2022). O plano volta com horizonte até 2030, quando suas metas serão revisadas.Um dos eixos centrais do documento é restaurar florestas e outros ambientes naturais. Especialistas, porém, alertaram que recompor a vegetação nativa não pode repetir modelos simplificados.

 

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Para Sérgio Besserman, professor de Economia na PUC-RJ e presidente do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a restauração precisa ser feita com muita diversidade de espécies, e não usando poucas culturas disponíveis ou mais fáceis de obter em viveiros. “A enorme agenda de restauração em curso no país só fará sentido se recompor a riqueza da flora, e não criar paisagens simplificadas”, ressaltou.

 

Foto: Reprodução

 

Ele alerta que não dá mais para pensar em restauração florestal olhando apenas para “como era antes”. Afinal, a crise climática vai alterar os biomas e a composição das espécies, o que exige muito conhecimento novo para conservar.

 

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“Os impactos da crise do clima sobre a biodiversidade serão um tsunami. Logo, restaurar precisa considerar essa nova realidade e não só o passado ecológico de cada lugar.

 

Fonte: O Eco

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