Denúncias apontam que profissionais não habilitados atendiam ilegalmente no local. Nesta quinta (21/10), a PCERJ deflagrou operação
Uma clínica de estética localizada em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, é alvo de investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro após denúncias de procedimentos invasivos supostamente realizados por profissionais sem habilitação médica. Entre as suspeitas estão lipoaspirações clandestinas, aplicação de sedativos e tratamento inadequado às pacientes que relataram dores e complicações após os atendimentos.
O caso ganhou repercussão depois que mulheres procuraram as autoridades para denunciar os procedimentos. Segundo os relatos, algumas pacientes teriam sofrido lesões graves, posteriormente identificadas em exames de corpo de delito. A investigação busca esclarecer as circunstâncias dos atendimentos e apurar a responsabilidade dos envolvidos.
Uma das vítimas relatou à polícia que contratou um procedimento anunciado como “hidrolifting”, mas teria sido submetida à introdução de uma cânula no abdômen para a retirada de gordura. De acordo com o depoimento, o material retirado teria sido transferido para a região dos glúteos, em uma intervenção semelhante a um enxerto de gordura.
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Ainda conforme o relato, a paciente recebeu medicamentos sedativos e chegou a desmaiar três vezes durante o procedimento, em meio a dores e fraqueza. Após o atendimento, ela teria desenvolvido nódulos dolorosos na região glútea. As lesões foram registradas em exame realizado pelo Instituto Médico-Legal (IML), segundo as informações divulgadas sobre o caso.

Mensagens atribuídas a integrantes da clínica em conversas pelo WhatsApp também passaram a fazer parte das denúncias. Em uma das respostas às reclamações de pacientes, teria sido utilizada a frase “Ninguém morreu, foque no biquíni”, considerada pelas denunciantes uma demonstração de descaso diante das queixas de dor e de alterações físicas após os procedimentos.

A Polícia Civil investiga as circunstâncias dos atendimentos e procura identificar outras possíveis vítimas. Procedimentos cirúrgicos invasivos realizados por pessoas sem qualificação adequada podem provocar hemorragias, infecções, lesões em órgãos e outras complicações potencialmente fatais, especialmente quando há uso de sedativos sem estrutura apropriada para monitoramento e atendimento de emergência.



Fotos: Material cedido ao Metrópoles
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O caso reforça o alerta para que pacientes verifiquem a formação dos profissionais, a regularidade do estabelecimento e as condições em que os procedimentos são realizados. As denúncias ainda precisam ser apuradas pelas autoridades, e a confirmação de responsabilidades dependerá do andamento das investigações. Até o momento, as informações apresentadas não detalham eventuais medidas judiciais adotadas contra os responsáveis pela clínica.