Dispositivos permitem tirar fotos, receber direções e atender chamadas sem usar as mãos, mas preços elevados e funcionalidades limitadas ainda impedem adoção em massa
Os óculos inteligentes representam uma tecnologia que permite realizar diversas ações sem o uso das mãos, como tirar fotos, obter direções, atender chamadas e visualizar informações sobrepostas à realidade. No entanto, apesar dos avanços, esses dispositivos ainda estão longe de substituir completamente os smartphones.
Durante apresentação no CNN Tech, Adriano Ponte, parceiro do Canaltech, demonstrou o funcionamento do Meta Display, uma evolução dos óculos Ray-Ban em parceria com a Meta. O modelo conta com um pequeno projetor integrado à armação que exibe informações apenas para quem está usando o dispositivo, sem que outras pessoas possam ver o conteúdo na lente.
A interação com o Meta Display ocorre por meio de uma pulseira chamada Neural Band, que detecta os movimentos musculares do pulso do usuário. Com gestos específicos, como toques com o dedo médio ou movimentos de deslize, é possível navegar pelos menus, controlar música e acessar outras funcionalidades.
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"Ela consegue sentir esses movimentos que o nosso pulso faz, que o nosso músculo faz, e consegue diferenciar os gestos para controlar o óculos", explicou Adriano.
Existem diversos modelos de óculos inteligentes no mercado, com diferentes níveis de funcionalidade. O Echo Frames, por exemplo, é mais simples e funciona apenas como interface para assistentes virtuais, enquanto o Ray-Ban tradicional em parceria com a Meta permite tirar fotos e fazer vídeos por meio de uma pequena câmera integrada à armação, além de reproduzir áudio.
O Meta Display representa uma evolução ao adicionar recursos visuais, mas seu preço elevado - iniciando em aproximadamente R$ 3.000 no Brasil para o modelo básico - ainda é um obstáculo para adoção em massa. Adriano destacou que a tecnologia permanece experimental: "Esse display aqui encarece muito o produto, então é difícil falar que isso aqui é o futuro, sendo que não há um consenso".
Questões relacionadas à privacidade também surgem com esses dispositivos. Embora os óculos com câmera possuam uma luz indicativa quando estão gravando ou fotografando, o uso discreto da tecnologia levanta preocupações sobre vigilância não autorizada em espaços públicos.
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Por enquanto, os óculos inteligentes funcionam como complementos aos smartphones, oferecendo conveniência em situações específicas, mas ainda não apresentam autonomia e versatilidade suficientes para substituir completamente os celulares. A tecnologia continua evoluindo, mas sua aplicação prática no dia a dia ainda enfrenta limitações técnicas e de usabilidade que precisam ser superadas.
Fonte: CNN