Coalizão foi proposta pelo Brasil durante a realização da Conferência das Partes (COP30) em Belém, no ano passado
A Coalizão Aberta de Mercados Regulados de Carbono, iniciativa liderada pelo Brasil no âmbito das negociações climáticas internacionais, avançou para uma nova etapa com a aprovação de sua estrutura de governança. O movimento consolida o projeto como um dos principais instrumentos defendidos pelo país para integração de mercados de carbono entre diferentes economias.
A decisão ocorre no contexto da agenda climática global discutida na COP e em encontros paralelos entre países interessados em cooperar na redução de emissões de gases de efeito estufa. A proposta brasileira busca aproximar sistemas de precificação de carbono, criando regras comuns de funcionamento e ampliando a interoperabilidade entre mercados nacionais e regionais.
Segundo informações do governo brasileiro, a coalizão já reúne grandes economias e organismos internacionais em torno de um modelo de cooperação técnica e regulatória. A governança aprovada estabelece diretrizes de funcionamento, instâncias de decisão e mecanismos de coordenação entre os países participantes.
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A iniciativa é apresentada como uma forma de dar maior previsibilidade ao mercado global de carbono, com padronização de critérios de medição, verificação e troca de créditos de emissões. O objetivo é reduzir barreiras entre sistemas distintos e estimular investimentos em tecnologias de baixo carbono.
Autoridades envolvidas no projeto afirmam que a estrutura agora aprovada permite avançar para a fase de implementação prática, com definição mais clara de regras e ampliação gradual da adesão de novos países interessados.
A proposta também é vista pelo governo brasileiro como uma tentativa de reforçar o papel do país na liderança da agenda climática internacional, especialmente em temas ligados à transição energética e à economia verde.
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Com a aprovação da governança, a coalizão entra em uma etapa mais operacional, em que os países deverão detalhar como será a integração entre seus sistemas e quais serão os critérios para participação plena na iniciativa.